Concurso da CLDF: Sindical vai ao MPCDF

A diretoria do Sindical e sua assessoria jurídica se reuniram ontem (20) com o procurador do Ministério Público de Contas junto ao TCDF, Marcos Felipe Pinheiro Lima, para pedir celeridade do órgão na análise das questões referentes ao concurso da Câmara Legislativa. O presidente do Sindical, Jeizon Silverio alertou para a dificuldade histórica e premente do provimento de cargos efetivos da Câmara Legislativa. Desde a criação da CLDF, foram realizados três processos seletivos, em 1993, 1996 e em 2006. São 12 anos sem concurso público.
O presidente destacou que é entendimento histórico da entidade a importância da realização do concurso público. “Para o Poder Legisla-tivo e para o Sindical, este concurso é uma necessidade urgente. Nós temos uma urgência que decorre da Lei Eleitoral. Pedimos, dentro do possível, que o Ministério Público de Contas e o TCDF, de uma forma geral, deem maior celeridade ao processo, por que isso pode implicar não só a não realização do concurso como no não provimento de vagas dos cargos efetivos da CLDF”, alertou Jeizon.
O procurador Marcos Felipe Lima explicou que mesmo com a dispensa de licitação, a partir do momento em que uma instituição manifesta interesse em participar, é preciso se tenha uma justificativa suficiente para alija-la. “Se eu tenho uma instituição que prestou interesse em participar e que pode ter uma proposta mais vantajosa para a administração, eu preciso motivar o porquê de não a ter selecionado.”, explicou o procurador.
Por fim, a assessoria jurídica do Sindical reafirmou seu pedido, com base nos argumentos apresentados pela entidade, para que seja dada urgência na análise da questão. “No que diz respeito à quarta procuradoria, este processo terá a prioridade máxima, no menor espaço de tempo possível”, garantiu Marcos Felipe.

QUEM ELE PENSA QUE É?

Agaciel Maia é tão leal ao governador que imita até o seu “modus operandi”: Não dialoga com o trabalhador. Acha que jornalões bem pagos enganam a sociedade. Foi-se o tempo. Tirou da manga uma redação de substitutivo feita às pressas e quer que o servidor engula a seco.
Deputado Agaciel Maia, o dinheiro é nosso, não é seu, nem de seu governador. Apresente a redação, defenda-a, dialogue, negocie. Os servidores também querem uma solução. Mas sem enganação e sem atropelos.

 Silvio Abdon/CLDF
Silvio Abdon/CLDF

Votação do PLC 122/2017 deve acontecer na próxima terça

Rinaldo Morelli/CLDF
Rinaldo Morelli/CLDF

Em reunião realizada ontem pela manhã, com a participação de representantes de sindicatos de servidores do DF, os parlamentares decidiram não pôr o PLC 122/2017 em votação esta semana. Durante a reunião, foi definida a realização de uma comissão geral, hoje (20), às 15h, no plenário da Casa. A expectativa é que o projeto e seus substitutivos sejam votados na próxima terça-feira, 26.
A manhã de ontem foi de expectativas em torno da previsão de votação do PLC 122/2017. A direção da Câmara Legislativa aguardava um posicionamento da Justiça sobre o mandado de segurança deferido em favor dos deputados Wasny de Roure e Ricardo Vale e que suspendeu a votação do PLC prevista para acontecer dia 5. No início da tarde, por decisão do desembargador do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT) Waldir Leôncio, a Justiça derrubou o mandado de segurança.

SUBSTITUTIVO DA ENGANAÇÃO

PLC 122/2017 CONTINUA SENDO UM ASSALTO AOS NOSSOS RECURSOS PREVIDENCIÁRIOS!

O cálculo do Governo para se chegar a um déficit de R$ 170 milhões mensais é falacioso, pois inclui como déficit a contribuição patronal do servidor, como se recurso do Tesouro fosse.
O que o Governo chama de “déficit” são os recursos financeiros que saem do Tesouro para a contribuição patronal, somados aqueles utilizados para efetivamente cobrir a diferença entre receita e despesas do sistema ( o que seria o conceito correto de déficit).
Mesmo sendo de inteira responsabilidade do DF (por meio de recursos do Tesouro) a cobertura dos déficits do regime financeiro (art. 2º, §1º da Lei nº 9717/08 –  A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios são responsáveis pela cobertura de eventuais insuficiências financeiras do respectivo regime próprio, decorrentes do pagamento de benefícios previdenciários), o Governo de Brasília insiste que essas insuficiências sejam financiadas somente pelos servidores. E pior: financiando valores superiores ao valor correto déficit do sistema. Veja como o Governo fez de forma astuciosa o cálculo (última publicação do Relatório Resumido de Execução Orçamentária – disponível em http://static.fazenda. df.gov.br/arquivos/aplicacoes/contas_publicas/documentos/RREOjunho2017.pdf , p. 17 e 18).
Veja que o resultado previdenciário nos seis primeiros meses de 2017 foi igual a – R$ 398,0 milhões. Se dividir esse valor por 6 (meses), o real déficit é igual a R$ 66,3 milhões mensais. Agora veja a malícia: o Governo está somando R$ 398,0 milhões, ao valor da contribuição patronal, como se déficit fosse. Somando R$ 398 milhões a R$ 607,9 milhões e dividíssemos por seis, o “déficit fabricado” é igual a R$ 168 milhões, valor que o Governo alega.
Esse cálculo está distorcido e equivocado. Com o novo PL o Governo poderá retirar do Fundo Capitalizado quase R$ 2 bilhões, da seguinte forma: R$ 70 milhões mensais em 14 meses somados a moratória do repasse da contribuição (R$ 60 milhões por 14 meses).
A Proposição é tão ruim quanto a anterior, implicando saque ilegal dos nossos recursos previdenciários.

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Votação do PLC 122/2017 deve acontecer dia 19

Em reunião do Colégio de Líderes, realizada esta semana, ficou acertado que a votação do PLC 122/2017 aconteça no próximo dia 19, prazo para que a proposta de substitutivo tramite normalmente pelas comissões da Casa, de acordo com a determinação Judicial. Caso o texto do substitutivo seja rejeitado, o projeto original segue para votação.
Enquanto a votação não acontece, o governador Rodrigo Rollemberg concentra esforços para garantir votos favoráveis ao PLC. Muitos parlamentares têm sofrido retaliações por parte do Executivo. O próprio governador admitiu, na terça-feira, que exonerou indicados do PDT no Governo em retaliação à posição contrária de parlamentares ao PLC 122/2017. Esta semana o Executivo se reuniu com representantes do setor produtivo para garantir apoio ao projeto.
Na sexta-feira (8), o presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), desembargador Mario Machado manteve a liminar que suspende a tramitação, na CLDF do Projeto de Lei Complementar (PLC) 122/2017. A decisão do desembarga-dor veio em resposta ao pedido da Procuradoria Geral da Câmara Legislativa para suspender a liminar concedida pelo desembargador Waldir Leôncio Júnior que atendeu ao mandado de segurança impetrado pelos deputados Wasny de Roure e Ricardo Vale.
Semana passada, após o anúncio do deputado Wasny de Roure de que a votação do PLC 122/2017 estava suspensa, o presidente da CLDF, Joe Valle se mostrou irritado com o fato e alegou que a “intromissão do Judiciário na Casa era inaceitável”. Na opinião do Sindical, todavia, inaceitável é o rolo compressor do Poder Executivo e a falta de atendimento ao devido processo legislativo. A sociedade do Distrito Federal precisa discutir com profundidade a proposta.

GDF recorreu ao Supremo

No domingo (10/9), o GDF entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF), para tentar mais uma vez derrubar a liminar que impede a votação do projeto. O documento é endereçado à presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia. O governo afirma “grave lesão à ordem pública, interferência indevida do Judiciário no processo legislativo e quebra do princípio da separação de Poderes”.

Eleições Sindical – Biênio 2018/2019

Foi publicado hoje no Diário da Câmara Legislativa e no Jornal de Brasília o Edital Resumido das Eleições da Diretoria e do Conselho Fiscal para o biênio 2018/2019. O Edital completo pode ser encontrado na sede do sindicato, nas bibliotecas da Câmara Legislativa e do Tribunal de Contas do DF, assim como na sessão Downloads aqui do site. A votação acontece no dia 31 de outubro.

Confira aqui o Edital resumido!

Confira aqui o Edital completo!

Distritais apresentarão ao GDF nova proposta de reforma previdenciária

Metrópoles – O funcionalismo do GDF mal teve tempo de digerir a controversa reforma da Previdência proposta pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB) e um novo projeto, desta vez apresentado pelos distritais, traz regras diferentes. A ideia dos deputados é engavetar de vez o texto do Buriti e aprovar um substitutivo. No meio do fogo cruzado, estão os servidores do Executivo. Qualquer que seja o modelo referendado na Câmara Legislativa, eles têm uma única certeza: ficará mais difícil se aposentar na capital.

O substitutivo ao Projeto de Lei Complementar n° 122/2017, de autoria do GDF, tem uma preocupação imediata: evitar que Rollemberg volte a ameaçar parcelar salários caso a Câmara não aprove a alteração das regras previdenciárias. Para isso, os distritais oferecem três alternativas que representariam um aporte de R$ 680 milhões aos cofres do governo.

A primeira consiste na restituição do valor pago pelo Tesouro do DF a título de auxílio-doença de 2010 a 2016. Ao longo desse período, o Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev) deveria ter arcado com as despesas dos segurados, da mesma forma como acontece no Regime Geral de Previdência. No entanto, o GDF quitou a dívida do auxílio, mantendo os recursos no Iprev.

Assim, o projeto dos deputados propõe o reconhecimento de uma dívida do Iprev com o GDF de R$ 260,9 milhões. Em valores corrigidos pelo INPC, o montante chega a R$ 306,7 milhões. “Essa despesa está prevista na Lei Complementar nº 769/2008 e em portarias do Ministério da Previdência”, diz a justificativa do substitutivo que será encaminhado pelos deputados ao Executivo.

Contribuição patronal
Outra novidade no projeto dos deputados é reter, até o fim do ano, 50% da contribuição patronal destinada ao Fundo Capitalizado (FC), uma das duas reservas geridas pelo Iprev. Esses recursos — que representariam um aporte mensal de R$ 27 milhões ao GDF — seriam usados exclusivamente para pagar aposentadorias e pensões. Dessa forma, o rombo atual seria amenizado.

A terceira medida proposta pelos distritais consiste em um repasse mensal, na forma de duodécimo, do superávit do Fundo Capitalizado apurado na avaliação atuarial do exercício anterior. Dessa forma, as reservas do governo local também seriam turbinadas.

O documento no qual os deputados trabalham tem três páginas de explanações e uma tabela sobre as contribuições que deveriam ser repassadas ao Tesouro em forma de dívida do auxílio-doença. A versão final, contudo, sofrerá mudanças até ser enviada para análise do Palácio do Buriti.

Polêmicas de lado
O substitutivo tira dois pontos previstos na proposta original enviada pelo GDF: a união de fundos do Iprev e a criação de uma aposentadoria complementar. Segundo o presidente da CLDF, Joe Valle (PDT), as supressões têm como objetivo se concentrar no problema imediato: “Fechar 2017 sem que o salário dos servidores corra o risco de ser fatiado”.

Dessa forma, ressalta o deputado, a Casa teria mais tempo para debater com governo, servidores e sociedade as alterações mais profundas no sistema previdenciário. “Assim, entre 30 e 90 dias seria possível até incluir o debate que se faz nacionalmente, com a participação do Ministério da Previdência no processo de mudança no âmbito do DF”, afirmou Joe Valle.

Mandado de segurança
O deputado Wasny de Roure (PT) concorda, em partes, com a proposição. Ele é um dos autores do mandado de segurança que pediu a suspensão da votação do PLC n° 122/2017 e que foi acatado liminarmente pela Justiça, na última terça (5/9), no momento em que os distritais estavam reunidos em plenário para votar o projeto de Rollemberg.

“É uma proposta que não causa tanto impacto contra o servidor. Naturalmente, o Iprev tem que assumir a dívida do auxílio-doença. O que me preocupa é a autorização para o governo depositar metade das contribuições patronais”, afirmou o petista.

A reportagem entrou em contato com Iprev, que não quis se pronunciar antes de ter acesso ao texto final do substitutivo. Contudo, o presidente do instituto, Adler Alves, participou das discussões na Câmara nesses últimos dias.

GDF quer manter versão original
Apesar da ação dos deputados, o Executivo tem trabalhado fortemente nos bastidores para aprovar o PLC n° 122/2017 da maneira como ele foi enviado. O governo só aguarda o Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) analisar o mérito e derrubar o mandado de segurança impetrado por Wasny de Roure e Ricardo Vale (PT).

O texto do Palácio do Buriti tem três eixos. Um deles prevê a unificação das duas reservas do Iprev: o Fundo Financeiro (FF) e o Fundo Capitalizado (FC). Hoje, o FF mantém os aposentados que entraram nos quadros do governo até 31 de dezembro de 2006. Com 58 mil beneficiários e 52 mil servidores da ativa contribuintes, essa rubrica fechou 2016 com um rombo de R$ 2,1 bilhões.

Já o FC tem 34 mil funcionários da ativa contribuintes, que custeiam a aposentadoria de apenas 152 pessoas. Todos eles ingressaram no serviço público após 31 de dezembro de 2006. Nesse caso, o superávit é de R$ 4 bilhões.

Além da fusão desses fundos, o projeto do GDF cria uma previdência complementar para novos servidores públicos. Essa medida serviria para amparar o terceiro eixo do PLC n° 122/2017: limitar a aposentadoria do funcionalismo do Executivo local ao teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), hoje de R$ 5,5 mil. Quem quiser ganhar acima desse valor quando se aposentar terá que contribuir com uma aposentadoria complementar.

Votação do PLC 122/2017 é suspensa por liminar

A votação do PLC 122/2017, prevista para acontecer ontem (5), foi suspensa por liminar concedida pelo desembargador Waldir Leôncio Júnior do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT), que determinou a suspensão imediata da tramitação do projeto sob pena de multa diária de cem mil reais. A decisão atende à mandado de segurança impetrado pelos deputados Wasny de Roure e Ricardo Vale. No documento, os deputados alegam não terem sido obedecidas as disposições do Regimento Interno da CLDF na tramitação do projeto e que a matéria não foi analisada de forma adequada pelas comissões da Casa, sendo aprovada em apenas quatro dias úteis.
Na decisão, proferida na tarde dessa terça-feira, o desembargador afirma que a matéria é de relevante valor jurídico, econômico e social e que estaria em debate, além da regularidade na tramitação, a própria integridade do regime próprio de previdência dos servidores ativos e inativos do DF.

PLC 122/2017 deve ser votado nessa terça

O presidente do Sindical, Jeizon Silverio passou a tarde de segunda-feira (28) na Câmara Legislativa em discussão com parlamentares para negociar o adiamento da votação do PLC 122/2017, que, segundo impôs do governador Rodrigo Rollemberg, deveria ser votado até terça-feira, dia 29 de agosto.
Já no início da tarde de segunda, o presidente participou, juntamente com representantes de outras categorias de servidores públicos do Distrito Federal, da reunião extraordinária da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), convocada para tratar sobre o tema. A pressão dos servidores e a intercessão dos sindicalistas fizeram com que a discussão na CAS fosse reagendada para a terça-feira pela manhã. Ao deixar a comissão, o presidente do Sindical foi até a presidência da Casa, onde acontecia a reunião do Colégio de Líderes. Lá, em conversa com os parlamentares, foi garantido a ele que o PLC só seria pautado na terça-feira da semana seguinte, no dia 05 de setembro.

Enquanto o Colégio de Líderes deliberava sobre a probabilidade de votação ou não do projeto, acontecia no plenário da Casa, audiência pública, de iniciativa do dep. Wasny de Roure, para debater sobre a previdência dos servidores públicos do DF. O presidente do Sindical participou dos debates durante a audiência. “Artificialmente se desvia dinheiro da aposentadoria de nos trabalhadores, para resolver um problema de caixa do governador que acha que pode se reeleger. Se o governador quiser debater essa questão do IPREV, que o faça no processo legislativo tratando especificamente de previdência complementar, de fusionamento ou não de fundos previdenciários”, afirmou Jeizon.
Na terça-feira de manhã, por pressão do GDF, o PLC 122/2017, foi aprovado por unanimidade e quase que simultaneamente pela CEOF e CAS. Na CCJ, o projeto recebeu os votos contrários de Celina Leão e Reginaldo Veras, mesmo assim foi aprovado pelo placar de 3×2.