BOLSA REELEIÇÃO DE ROLLEMBERG COM DINHEIRO DOS APOSENTADOS

O governador Rodrigo Rollemberg pretende, mais uma vez, jogar a conta pra cima dos servidores públicos. Dessa vez, de olho nos recursos previdenciários do DF, ele pretende aprovar o Projeto de Lei Complementar nº 122/2017, enviado à Câmara Legislativa, criando uma folga orçamentária que servirá para bancar sua reeleição para o governo do DF.
O PLC nº 122/2017 foi entregue aos parlamentares pessoalmente pelo governador, na terça-feira (21) e tornou-se polêmico entre as categorias de servidores por propor mudanças severas nas regras da previdência dos servidores públicos locais. Com a aprovação do projeto, o GDF pretende unificar os fundos previdenciários e instituir a criação de um regime de previdência complementar para novos servidores.
Ao propor a fusão do Fundo Financeiro (dos servidores que ingressaram no governo até 2007) com o Fundo Capitalizado (dos servidores que entraram de 2008 em diante), o governador põe em risco as reservas financeiras do Fundo Capitalizado, que hoje são de cerca de R$ 1,7 bilhão.
O governador empurrou para os parlamentares a responsabilidade de aprovação do PLC 122/2017, definindo (pasme!) a pauta da CLDF, ao determinar que a aprovação aconteça até o dia 29 de agosto.
Na noite de quinta-feira (24), a diretoria do Sindical esteve presente no auditório da CLDF, para participar de audiência pública convocada pela direção da Casa para debater o Projeto de Lei Complementar nº 122/2017. A reunião foi aberta à sociedade e teve a participação representantes de diversos sindicatos de servidores públicos do DF.

 

Governador Rodrigo Rollemberg e parlamentare posam para foto no ato da entrega do PLC 122/2017.
O sorriso representa a alegria de quem está prestes a meter a mão nas reservas previdenciárias dos servidores públicos do DF?

(Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília)

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Câmara Legislativa do DF abre concurso com 81 vagas e salários de até R$ 15 mil

Correio Braziliense – Ele saiu! O edital de abertura da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) foi publicado nesta segunda-feira (21/8). São, ao todo, 81 vagas de preenchimento imediatas, além de formação de cadastro reserva. As chances são para candidatos com nível médio e superior com salários de até R$ R$ 15.879,40. O regime de trabalho é de 30 horas semanais para todos os postos. As inscrições custam de R$ 63 a R$ 88 e podem ser feitas de 14 de setembro a 16 de outubro no site da Fundação Carlos Chagas (FCC). Segundo o edital, 20% das vagas são destinadas a pessoas com deficiência.

A expectativa da Casa é de que o concurso acumule 100 mil inscrições. Veja abaixo os detalhes de cada cargo:

Consultor legislativo

São 17 vagas para consultor legislativo para candidatos com nível superior em qualquer área de formação. As especialidades de atuação são: Constituição e justiça; desenvolvimento urbano; direitos humanos e cidadania; educação cultura e desporto; finanças públicas; meio ambiente; saúde; tributação; e redação parlamentar. O salário é de R$ 15.879,40. As provas objetivas e discursivas serão aplicadas em 17 de dezembro, haverá ainda prova de títulos.

Consultor técnico legislativo

Com o mesmo salário, o cargo de consultor técnico legislativo oferece 37 vagas para concorrentes formados em administração, arquitetura, arquivologia, assistência social, biblioteconomia, contabilidade, economia, enfermagem, engenharia civil, engenharia elétrica, medicina, medicina do trabalho, odontologia, pedagogia, psicologia, letras, comunicação social, jornalismo, relações públicas, publicidade e tecnologia da informação. Há ainda o cargo de taquígrafo, que admite inscrições de pessoas com qualquer nível superior de formação. Neste caso, as provas objetivas e discursivas serão aplicadas em 10 de dezembro. Os testes práticos para taquígrafos serão em 19 de maio do ano que vem. Haverá também avaliação de títulos para alguns cargos.

Técnico legislativo

As últimas 27 vagas são para técnicos legislativos, que exige nível médio para concorrer. Os cargos são: técnico legislativo (que detém a maioria das vagas: 20), técnico de arquivo e biblioteca, secretário, fotógrafo, técnico de enfermagem e técnico em manutenção e operação de equipamentos audiovisuais (esses dois últimos postos exigem curso técnico na área). O salário é de R$ 10.650,19. No dia 10 de dezembro haverá provas objetivas e discursivas para quem se inscrever a técnico legislativo – o posto ainda exigirá prova prática em 20 de maio de 2018. As demais categorias serão avaliadas em provas objetivas (e discursivas para alguns postos) em 17 de dezembro, com provas práticas para abril e maio do ano que vem.

Lorena Pacheco

Editais para concurso da Câmara Legislativa são publicados.

 

Metrópoles – Saíram os editais para o aguardado concurso da Câmara Legislativa do Distrito Federal. A publicação no Diário Oficial do DF nesta segunda-feira (21/8) mostra que o certame terá  86 vagas, sendo 18 para consultor legislativo, 37 destinadas a consultor técnico-legislativo e 31 para técnico-legislativo. O certame é organizado pela Fundação Carlos Chagas (FCC).

A inscrição para os três cargos será realizada exclusivamente pela internet das 10h do dia 14/9 até 14h do dia 16/10 no site da Fundação.

O cargo de consultor legislativo exige nível superior completo. A remuneração é de R$ 15.879,40 para uma carga horária semanal de 30h. A inscrição custa R$ 88. A prova objetiva para consultor está prevista para 17/12, no período da tarde, enquanto a discursiva foi agendada para 25 de março de 2018.

Já o certame para consultor técnico-legislativo será em 10/12 para as questões objetivas e 19 de maio de 2018 para a prova prática.

Por fim, há 31 vagas para técnico legislativo, com salário de R$ 10.650,18 e carga horária semanal de 30h. A inscrição custa R$ 63 e não é exigido ensino superior. As provas foram agendadas para 10/12 e 17/12.

Ian Ferraz

Ministérios públicos cobram explicações à CLDF sobre farra dos crachás

Metrópoles – Os Ministérios Públicos de Contas (MPC-DF) e do Trabalho (MPT-DF) do Distrito Federal enviaram um novo ofício à Câmara Legislativa (CLDF) pedindo explicações sobre a liberação de credenciais da Casa para pessoas sem qualquer vínculo formal com o Poder Legislativo brasiliense. A farra dos crachás na Casa foi revelada pelo Metrópoles em 30 de julho.

O pedido foi apresentado após a Polícia Legislativa da CLDF prestar esclarecimentos no fim do mês passado a respeito da situação. Na ocasião, foi informado que, só neste ano, 63 pessoas nestas condições teriam recebido autorização — e crachás — de 19 deputados para circular livremente pelas dependências da Câmara. Deste total, pelo menos 14 seriam parentes de distritais.

O documento, assinado pela procuradora do Trabalho Dinamar Cely Hoffmann e pela procuradora-geral do MPC-DF, Cláudia Fernanda Oliveira Pereira, foi expedido na quarta-feira da semana passada (2) e recebido na CLDF no dia seguinte (3). A Casa Legislativa tem prazo de 10 dias úteis para fornecer os documentos e as informações solicitados pelos órgãos de controle.

Informações incompletas
Segundo os MPs locais, as informações encaminhadas em dois ofícios pelo Legislativo brasiliense não teriam atendido integralmente à requisição. Teria havido, inclusive, desencontro de informações entre os dados apresentados pelos gabinetes dos deputados e os que constam dos arquivos da Polícia Legislativa da Casa, responsável pela emissão, registro e controle dos crachás de identificação.

No despacho com o pedido de novos dados, os órgãos requerem informações detalhadas sobre cada uma das pessoas na relação produzida pela Polícia Legislativa da Casa, com dados como profissão; eventual grau de parentesco com servidores ou distritais; identificação do responsável pelo pedido do crachá; atividade exercida na CLDF e remuneração.

Além do pedido mais amplo, o MPC e o MPT pedem à Câmara Legislativa explicações sobre o caso específico de dois deputados: os distritais Rodrigo Delmasso (Podemos) e Juarezão (PSB). Os órgãos querem informações a respeito de Mikael de Souza Barbosa e Johny Martins de Azeredo, aparentemente vinculados aos gabinetes de Delmasso e Juarezão, respectivamente.

Juliana Cavalcante – 09/08/2017 17:00 , ATUALIZADO EM 10/08/2017 8:57

 

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CLDF quer nomear novos concursados até fevereiro de 2018

Metrópoles – O concurso para a Câmara Legislativa do Distrito Federal está mantido e tem data para nomear os aprovados: nos dois primeiros meses de 2018. A previsão para lançar o edital é 21 de agosto, mas se depender do desenrolar do processo, o documento pode até ser publicado antes. Em reunião realizada na tarde desta terça-feira (8/8), a Comissão dos Funcionários da Câmara discutiu o processo e definiu parâmetros para os cargos de agente de polícia legislativa e de inspetor de polícia.

Ao todo, são 86 oportunidades para níveis médio e superior. Os salários são de R$ 10.143,07 e R$ 15.123,30, respectivamente. “Não há o que ser questionado no processo. Escolhemos uma comissão de servidores, o processo tem toda a lisura e transparência. Divulgaremos o edital em breve. As provas devem ocorrer em novembro e as nomeações — dependendo de recursos e de todo o trâmite — devem acontecer até o fim de fevereiro”, disse o presidente da Câmara, deputado Joe Valle (PDT).

Estão marcadas duas reuniões com a comissão da Câmara, na próxima quinta (10) e sexta-feira (11), para definir outros detalhes do edital.

A banca escolhida é a Fundação Carlos Chagas (FCC). Em julho, houve um questionamento no Tribunal de Contas do DF da Fundação de Apoio à Pesquisa, Ensino e Assistência à Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro (Funrio). A Funrio entrou com medida cautelar no TCDF pedindo a paralisação do processo. A banca reclamou por ter manifestado interesse em elaborar o concurso e não receber resposta da CLDF.

A Corte solicitou documentos à Câmara sobre a escolha da organizadora. Os papéis foram enviados, o corpo técnico analisou as justificativas e as encaminhou ao relator do caso no TCDF, conselheiro Renato Rainha. Ainda não há definição do que será feito, mas o concurso segue normalmente.

Confira as vagas

Pesquisa aponta reprovação da reforma da Previdência na Câmara

CB Poder – Uma pesquisa realizada pelo Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis) mediu a dificuldade de aprovação da reforma da previdência na Câmara dos Deputados.

De 512 deputados entrevistados, 205 se declaram contra as mudanças na aposentadoria em discussão no Congresso. Apenas 77 são favoráveis. Desses, 36 parlamentares votariam sim, mas têm ressalvas.

No momento da pergunta, 173 não quiseram responder e 57 afirmam estar indecisos. Apenas uma deputada, Tia Eron (PRB/BA), não foi ouvida porque estava de licença.

O resultado indica a dificuldade do governo de emplacar a reforma, principalmente porque a pesquisa foi concluída um dia antes do início da crise política provocada pela divulgação da gravação da conversa entre o empresário Joesley Batista com o presidente Michel Temer. Para aprovar as mudanças, são necessários 308 votos. O levantamento foi realizado entre 9 e 16 de maio.

Podem mudar representam 15,23%

O Sindilegis fez entrevistas pessoais e também levou em conta discursos de deputados em plenário. Pela pesquisa, apenas 15,23% disseram que sua posição ainda pode mudar.

O cenário foi avaliado em situação bem mais tranquila do que a atual, quando o presidente Michel Temer precisa angariar votos para outro assunto: a paralisação da denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por corrupção, que será levada ao plenário na próxima quarta-feira.

Maioria da bancada do DF é contra

Entre os integrantes da bancada do DF, Augusto Carvalho (SD), Érika Kokay (PT), Roney Nemer (PP), Ronaldo Fonseca (Pros) e Rogério Rosso (PSD) afirmaram que são contra a reforma da Previdência. Os deputados Alberto Fraga (DEM) e Izalci Lucas (PSDB) estavam indecisos e Laerte Bessa (PR) não respondeu. Ninguém se declarou favorável.

Quem é quem

Entre os entrevistados que são a favor da reforma da previdência, 29,41% estão no estado de Goiás e, entre os que são contra, 67,74% são do Rio Grande do Sul. No critério por partido, todos do PSol são contra e entre os que são a favor 16,67% são do PV.

Parentes e colaboradores de distritais têm crachás restritos da CLDF

Portal Metrópoles – Sessenta e três pessoas sem qualquer tipo de vínculo com o Poder Legislativo receberam autorização de deputados distritais em 2017 para circular livremente pelas dependências da Câmara Legislativa, ter acesso a documentos restritos e, em alguns casos, até estacionar na garagem privativa e dar “expediente” em gabinetes parlamentares. Na lista dos que ganharam passe livre dos deputados – à qual o Metrópoles teve acesso com exclusividade –, há lideranças partidárias e comunitárias, prestadores de serviços e apoiadores. No entanto, o que mais chama atenção é o número de parentes de distritais na relação dos credenciados: são pelo menos 14, incluindo mães, cônjuges e filhos de deputados.

Após pressão dos ministérios públicos locais de Contas (MPC) e do Trabalho (MPT), a Presidência da Câmara informou aos órgãos de fiscalização que só neste ano, até 21 de julho, 63 pessoas tiveram o acesso especial chancelado por 19 parlamentares. Desse total, 10 já estão com os cadastros expirados e devolveram ou precisam devolver os crachás fornecidos pelo Legislativo. Dos 53 com credenciamento ativo, ao menos 14 têm algum grau de parentesco com os deputados que solicitaram sua inclusão na listagem de “autorizados” ou “credenciados”.

Os dados foram repassados para os MPs de Contas e do Trabalho pelo comando da CLDF no último dia 25, quase um mês após o vencimento do prazo dado pelos ministérios públicos para a Casa prestar esclarecimentos sobre o caso. A denúncia de que pessoas alheias ao Legislativo circulavam livremente pelo prédio da CLDF foi levada aos procuradores pelo Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do TCDF (Sindical).

Na listagem fornecida pela Câmara aos órgãos de fiscalização, o gabinete com maior número de credenciados é o de Celina Leão (PPS). São nove pessoas, sendo três parentes. Um dos crachás está com a mãe da deputada, Maria Célia Leão Neto, que participa ativamente do mandato da filha. Os irmãos de Celina, Bruno Leão Hizin e Antônio Abrão Hizin, também têm o passe livre. Cinco dos credenciados seriam prestadores de serviço e o sexto, Osni Bueno de Freitas, é “funcionário” ativo da equipe da distrital desde o primeiro mandato, mas ele não foi nomeado na atual legislatura por ser tio de Kalincka de Gramont Freitas, servidora do gabinete de Celina até janeiro deste ano. Até a última atualização desta matéria, a deputada e sua equipe não tinham retornado os contatos do Metrópoles.

Juarezão (PSB) tem seis crachás ativos. Em memorando enviado à Presidência da Casa, o distrital explicou ter pedido o descredenciamento de dois documentos, mas manteve autorizados a circular pelo Legislativo a esposa, Rosângela Gomes de Araújo Oliveira; os filhos Julio Cesar de Araújo Oliveira e Juarez Carlos de Lima Oliveira Júnior, além do cinegrafista Johny Martins Azeredo, responsável por captar imagens do deputado.

No gabinete de Sandra Faraj (SD), há cinco credenciados. Quatro deles são irmãos da deputada: Kaled, Samir, Youssef e Fadi Fayez Faraj. Líder da igreja Ministério da Fé, Fadi é investigado junto com a distrital pela Polícia Civil e o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) por extorsão. Procurada pela reportagem, a assessoria de Sandra Faraj preferiu não se manifestar.

A deputada Telma Rufino (Pros) solicitou crachás para seis pessoas. Segundo sua equipe, todas são lideranças comunitárias de áreas passíveis de regularização do DF, que colaboravam na elaboração de propostas sobre questões fundiárias. Com o fim parcial dos trabalhos, o gabinete afirma ter entregue à segurança da Casa um pedido para o descredenciamento de todos.

Esposas
A mulher de Juarezão não é a única com crachá da Câmara. Com quatro pedidos apresentados à Polícia Legislativa, Rodrigo Delmasso (Podemos) incluiu a esposa, Danielle Vidal Rola Delmasso. Julio Cesar (PRB) também autorizou a mulher, Sônia Helena Duarte Ribeiro, além de dois prestadores de serviço. Wellington Luiz (PMDB) credenciou quatro pessoas, inclusive sua esposa e presidente do PMDB Mulher, Kilze Beatriz Montes Silva. Agaciel Maia (PR) tem três credenciados, entre eles, a esposa Sanzia Erinalva do Lago Cruz Maia.

Na relação entregue ao MPC e MPT pelo comando da Câmara, constam ainda os pedidos de liberação de crachás feitos pelos deputados Wasny de Roure e Chico Vigilante (ambos do PT) e Reginaldo Veras (PDT), cada um com três credenciados. Para Lira (PHS), Liliane Roriz (PRTB), Bispo Renato Andrade (PR) e Luzia de Paula (PSB), foram dois nomes por parlamentar. Chico Leite (Rede), Cláudio Abrantes (Rede) e Cristiano Araújo (PSD) solicitaram, individualmente, o credenciamento de uma pessoa.

Nesses casos, não foi identificado parentesco entre parlamentares e credenciados, que seriam consultores e prestadores de serviços.

O presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT), Rafael Prudente (PMDB), professor Israel Batista, Robério Negreiros (PSDB), Raimundo Ribeiro (PPS) e Ricardo Vale (PT) não possuem na lista nomes de pessoas credenciadas por seus gabinetes. Também é o caso de Robério Negreiros (PSDB). No entanto, quando assumiu a segunda secretaria da Câmara, no começo deste ano, ele nomeou como secretária-executiva Jane Marrocos, que era apoiada pela amiga Pollyanna Costa na organização do setor.

De acordo com servidores da CLDF, embora não tivesse vínculo formal com a Casa nem sequer crachá funcional, Pollyanna tinha acesso a documentos restritos da segunda secretaria e os despachava na Secretaria Geral da Câmara. Negreiros nega conhecer Pollyanna e diz que jamais pediu o credenciamento de qualquer pessoa sem vínculo formal com o Legislativo. Para ele, o caso é de puro “denuncismo’.

Regras desiguais
Para entrar na “Casa do Povo”, qualquer cidadão precisa fornecer à Polícia Legislativa o endereço, o número da identidade e do CPF, além de dizer qual setor/gabinete deseja visitar. Assim, o público, em geral, tem acesso restrito às dependências da CLDF. No caso dos servidores, tanto efetivos quanto comissionados, a circulação é parcial, autorizada de acordo com as informações que constam em seus crachás funcionais.

Já as 63 pessoas chanceladas pelos deputados distritais têm até mais liberdade de movimentação do que os servidores do Legislativo. Embora tenham crachás similares aos dos funcionários, só constam o nome e a foto do portador – a identificação omite dados complementares, como locação (gabinete e/ou setor), função e cargo exercido, com o devido símbolo. Para os ministérios públicos do Trabalho e de Contas, uma situação grave, que merece apuração rigorosa. Os procuradores dos dois órgãos, no entanto, ainda não se pronunciaram quanto à listagem detalhada das pessoas credenciadas neste ano a pedido dos próprios distritais.

Atualmente, apenas a garagem da Câmara Legislativa possui controle de quem entra e quem sai com crachá. As entradas de pedestres possuem catracas que estão desativadas, assim como detectores de metais que também não funcionam.

O presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT), diz que não há irregularidades nos credenciamentos, mas que estuda ativar as catracas que existem nas entradas da Casa para que tanto credenciados quanto servidores sejam registrados quando adentrarem o prédio. A demora na adoção da medida ocorre por haver ação judicial relacionada ao funcionamento dos equipamentos.

Suzano Almeida