CLDF descumpre norma e não nomeia efetivos na equipe da Mesa Diretora

Metropoles – A Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal está descumprindo uma resolução da própria Casa, que determina a nomeação de um servidor efetivo para cada deputado integrante do comando da CLDF. A Mesa é composta pelo presidente, Joe Valle (PDT); pelo vice, Wellington Luiz (PMDB), e por três secretários, Sandra Faraj (SD), Robério Negreiros (PSDB) e Raimundo Ribeiro (PPS). No entanto, hoje há apenas um concursado nomeado na equipe.

A determinação está prevista na Resolução 232, de 2007, que dispõe sobre os cargos em comissão privativos da carreira legislativa. O texto diz que “cada membro da Mesa Diretora, em sua respectiva área de supervisão e coordenação administrativa, deverá destinar pelo menos mais um cargo em comissão não privativo para ser provido por servidor efetivo”.

Apesar da determinação, o consultor legislativo Josué Alves da Silva é atualmente o único servidor concursado da Casa a assessorar a Mesa Diretora. Indicação de Joe Valle, ele exerce a função de chefe de gabinete da Presidência. Os outros quatro chefes de gabinetes do grupo são comissionados, assim como todo o restante da equipe.

Em nota, a Câmara Legislativa informou que, “em cumprimento ao determinado na lei, ocupa mais de 50% de seus cargos em comissão com servidores efetivos. Hoje, são 278 cargos em comissão dos quais 146 são ocupados por servidores efetivos”.

O deputado Robério Negreiros disse que “o diretor de Administração e Finanças da Casa, indicado por ele, é servidor efetivo e que o cargo DAF não é privativo”. Sandra Faraj afirmou que não se manifestaria sobre o caso. Raimundo Ribeiro e Wellington Luiz não responderam até a publicação desta matéria.

Esclarecimentos
Este mês, o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) pediu esclarecimentos à Câmara sobre nomeações e funções dos funcionários sem vínculo com o Legislativo. Com base em uma representação do Ministério Público de Contas do DF, os conselheiros querem saber se a Casa descumpre a Lei Orgânica, empregando mais da metade do quadro com comissionados. A Câmara enviou esclarecimentos à Corte e as justificativas ainda estão em análise pelos conselheiros.

A denúncia foi apresentada pelo Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas do Distrito Federal (Sindical), que questiona a quantidade de comissionados que exercem cargos de chefia na CLDF. Conforme consta no documento de 106 páginas, a partir de 1995 foram criados cargos no Legislativo “para acomodar apadrinhados dos distritais”.

Em outro trecho, o sindicato alega que a Casa não “vê com bons olhos” a contratação de novos servidores, por meio de seleção pública: “Tal visão, absolutamente enviesada, se dá até hoje, simplesmente pelo fato de que, a partir do instante que o cargo é ocupado por um servidor concursado, o parlamentar perde sua atuação política e, principalmente, os cargos que tem”.

O Gabinete da Mesa Diretora encaminhou ao TCDF explicações relativas ao processo na terça-feira (25/7). As informações, no entanto, não foram disponibilizadas ao Metrópoles.

Segundo o site da Câmara, atualmente existem 1.056 cargos para servidores efetivos na Casa: 431 deles estão vagos e 625 ocupados – 148 têm efetivos desempenhando funções comissionadas. A CLDF anunciará até o início de agosto o edital para a contratação de mais 86 efetivos. O certame será realizado pela Fundação Carlos Chagas (FCC).

Além dos postos destinados ao pessoal concursado, o Legislativo local tem 1.150 cargos de livre provimento, que são ocupados por indicados de parlamentares: 872 dessas vagas estão preenchidas por pessoas não concursadas.

Mudança nas regras
Em março deste ano, o Metrópoles mostrou que os distritais mudaram as regras que estabelecem critérios para a nomeação em cargos de chefia da Casa. Com isso, conseguiram emplacar aliados em funções que, antes, eles não poderiam assumir.

A alteração permitiu a nomeação do atual secretário legislativo Manoel Álvaro da Costa. O cargo seria privativo para servidor bacharel em direito, o que não é o caso dele. Manoel é responsável por dar apoio à Mesa Diretora durante as sessões no Plenário, além de assessorar a Presidência da Câmara no desenvolvimento, acompanhamento e controle das atividades do processo legislativo.

Além dele, foram nomeados os servidores concursados Wagner Gomes de Souza para a chefia da área de relações públicas, apesar de ele não ter formação em comunicação, e Márcia Lopes de Oliveira Vale como chefe do Setor de Assistência Social da Câmara, mesmo com formação em contabilidade.

A carta branca para nomear os aliados foi publicada na edição do Diário da Câmara de 24 de fevereiro. O Ato 17/2017 alterou “critérios para provimento de cargos de chefia de órgãos de execução”. O documento foi bem específico ao citar as seções de divulgação, de relações públicas e de assistência social, justamente os cargos ocupados em seguida.

À época, Joe Valle negou que o instrumento tenha sido elaborado para os distritais nomearem servidores de sua confiança, e sim para suprir deficiências no quadro de funcionários da Câmara. “Para o cargo de relações públicas, por exemplo, o ato da Mesa foi feito porque não temos mais servidor para ocupar o cargo com as exigências que constavam na norma anterior. O único servidor da área de relações públicas irá se aposentar daqui a alguns meses”, declarou o presidente da CLDF na ocasião.

Kelly Almeida

Suzano Almeida

Após seis meses de trabalho, CPI emite relatório confirmando que Previdência é superavitária

Sindilegis – Cumprindo o compromisso de acompanhar as investigações lideradas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga as contas da Previdência, o Sindilegis esteve, na manhã desta quinta-feira (13), em mais uma reunião da Comissão, que apresentou um balanço dos trabalhos referente ao primeiro semestre. A CPI realizou 22 audiências desde que foi instalada no Senado.

Na apresentação dos resultados do primeiro semestre, o presidente da CPI, Senador Paulo Paim (PT-RS), voltou a reforçar que é necessário que o Governo repasse à Previdência os milhões de reais arrecadados à custa do trabalhador brasileiro, além de reafirmar a inexistência do déficit na Seguridade Social.

“O relatório sobre os trabalhos da CPI aponta, com muita certeza, que a Previdência brasileira não é deficitária, mas sim superavitária. Ela demonstra, por exemplo, que setores do patronato arrecadam por ano cerca de R$ 25 bi em torno do trabalhador e não repassam à Previdência, o que é propensão indébita. Isso é crime”, afirmou Paim.

Além disso, o presidente voltou a cobrar de grandes bancos e empresas as dívidas e relação à Previdência. “O relatório também mostra que há uma dívida acumulada de grandes bancos e empresas, como Itaú, Bradesco, Caixa Econômica, Banco do Brasil, montadoras de automóveis, e a JBS, que ultrapassa mais de R$ 500 bilhões de reais”, afirmou Paim.

Desde a instalação da CPI da Previdência no Senado, o Sindilegis tem acompanhado e dialogado com o presidente e o relator da Comissão, Senador Paulo Paim e Hélio José, respectivamente, de maneira a buscar estratégias que visem o sepultamento da reforma no Congresso. Para o presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão, os dados apresentados pela CPI precisam ser amplamente divulgados para a sociedade.

“A falta de divulgação dos trabalhos da CPI da Previdência demonstra que é preciso que a sociedade entenda, de fato, os malefícios que essa reforma trará, caso aprovada. A pressão pelo sepultamento de projetos maléficos não pode parar. Precisamos que a mídia divulgue os dados apresentados pela Comissão; precisamos que a sociedade cobre de seus parlamentares propostas que busquem o aprimoramento do Estado brasileiro, a garantia de direitos e a certeza de um País mais justo e democrático”, apontou.

Na ocasião, o relator da CPI, Senador Hélio José (PMDB-DF), afirmou que pedirá a prorrogação dos trabalhos da Comissão devido ao extenso volume de dados a analisar. A CPI foi instalada no final de abril e tem prazo de funcionamento previsto para até 9 de setembro.

Segundo Hélio, o resultado esperado dessa CPI é propor medidas para mudar a Previdência Social, como uma forma de combate mais efetivo à inadimplência. “Não é possível convivermos com os grandes devedores que não estão pagando a Previdência”, pontuou o senador.

Próximos passos

A próxima reunião da CPI da Previdência ocorrerá na primeira semana de agosto, ainda sem data definida.

Um freio nos comissionados

Correio Braziliense – Tribunal de Contas quer uma explicação da Câmara Legislativa sobre o excesso de funcionários empregados sem concurso público. Presidência da Casa afirma que vai resolver o problema com uma seleção para preencher 86 vagas

Por ANA VIRIATO – Correio Braziliense/Minervino Junior/CB/D.A Press – 15/07/2017

Legislativo emprega em 75,8% dos cargos em comissão funcionários sem vínculo com a administração direta

A Câmara Legislativa terá de prestar esclarecimentos ao Tribunal de Contas do DF (TCDF), em 15 dias, sobre o número de comissionados e as funções exercidas por alguns deles. A prestação de contas determinada pela Corte é uma resposta à representação entregue pelo Ministério Público de Contas do DF (MPC/DF). O órgão apontou que o legislativo descumpre a Lei Orgânica ao empregar, em 75,8% dos cargos em comissão, funcionários sem vínculo com a administração direta — a legislação prevê que ao menos 50% dos postos sejam ocupados por servidores de carreira.

Embasado por denúncia do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do TCDF (Sindical), o documento ainda aponta que uma parcela de comissionados exerceria funções restritas a concursados. Dessa forma, os funcionários sem vínculo com a administração não estariam à frente das responsabilidades de chefia, direção e assessoramento, conforme restringe a lei.

O documento do MPC/DF é assinado pela procuradora-geral Claudia Fernanda de Oliveira. “Conforme é sabido, o primado do concurso público deve ser respeitado. É tal o comando legal que comete improbidade aquele que frustra a licitude do concurso público e atenta contra os princípios da Administração Pública”, destaca o texto.

Na denúncia, o Sindical lista 17 vezes, entre fevereiro e junho deste ano, em que, por meio de portarias ou atos do presidente, o Legislativo colocou à disposição de diretorias comissionados lotados em gabinetes parlamentares ou de liderança. Ou seja, a cada mês, cerca de três funcionários eram realocados para exercer funções de áreas técnicas.

Presidente do Sindical, Jeizon Allen Silverio afirmou que a associação notificou as subsequentes gestões da Casa sobre a irregularidade dos atos e, por isso, decidiu judicializar a questão. “Deixou de ser um fato isolado. Em todas as semanas, lotam determinado comissionado em um local, mas o designam a funções que deveriam ser exercidas por concursados”, argumentou.

Certame

O presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT), afirmou que a Casa recebeu a notificação do TCDF quinta-feira e, logo, tomará as devidas providências para resolver o imbróglio. O pedetista lembrou que, para preencher os cargos vagos de técnicos e evitar quaisquer tipos de irregularidades, o Legislativo local autorizou a realização de concurso público, com previsão de 86 vagas.

O distrital ressaltou que disponibilizar um comissionado à determinada diretoria não significa submetê-lo à função restrita do servidor de carreira. “Claro que todos os pontos serão verificados. Mas os postos que são destinados unicamente a concursados não foram ocupados por funcionários de livre provimento”, defendeu.

O concurso para a Câmara Legislativa, aliás, corre o risco de ser suspenso. A Fundação de Apoio à Pesquisa, Ensino e Assistência à Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro (Funrio) e o Instituto Quadrix apresentaram à Corte de Contas representações, com pedidos de medidas cautelares. Nos documentos, as entidades apontam irregularidades no processo de seleção da banca organizadora do certame — a Fundação Carlos Chagas (FCC) saiu vencedora.

Em ambos os casos, o TCDF deu 5 dias para que a Câmara Legislativa apresente os contrapontos. A Mesa Diretora pontuou que houve a designação de uma comissão de servidores para avaliar o histórico e as propostas das interessadas. A cúpula da Casa garante que não existiram irregularidades e que os aspectos da livre concorrência foram respeitados.

Câmara Legislativa do DF escolhe banca para concurso, com previsão de 86 vagas

G1 DF – A Câmara Legislativa do Distrito Federal escolheu a Fundação Carlos Chagas como banca responsável pela realização do próximo concurso da Casa. Serão 86 vagas para nível médio e superior em diversas áreas, como consultor legislativo, consultor técnico-legislativo e procurador. O salário, com as gratificações, para nível médio é de R$ 10 mil, e nível superior R$ 15 mil.

A Mesa Diretora da Câmara informou que não terá gastos para realização da seleção. Tudo será custeado com os valores arrecadados com as taxas de inscrição. A contratação será feita sem licitação.

Além disso, 10% valor arrecadado com as inscrições, depois do desconto das gratuidades e despesas bancárias, será repassado ao Fundo de Assistência à Saúde dos Deputados Distritais e Servidores da Câmara Legislativa (Fascal).

A Mesa Diretora disse que a Fundação Carlos Chagas apresentou as melhores condições de realização do concurso. Por isso, o pedido de dispensa de licitação. Ainda segundo a direção da Câmara, foram levados em consideração os valores da taxa de inscrição, a experiência técnica, segurança, confiabilidade e qualidade na condução de concursos semelhantes.

O processo para realização do concurso precisa passar ainda pela Procuradoria Geral da Câmara para aprovação. Na sequência, a Câmara assinará contrato com a Fundação Carlos Chagas. Após a assinatura do contrato, são 15 dias úteis para elaboração do edital. Então, o prazo para a realização da prova é de, no mínimo, 90 dias.

Pregão eletrônico

A Câmara Legislativa quer ter um serviço de streaming para permitir à população acompanhamento das sessões ordinárias, extraordinárias e solenes, reuniões das comissões permanentes, sessões itinerantes do projeto Câmara em Movimento, audiências públicas e eventos externos.

A contratação será por pregão eletrônico via edital lançado na quarta-feira (28). Será contratada uma empresa de TV Web que também realizará um programa semanal de entrevistas com os parlamentares.

A sessão pública do pregão será realizada dia 11 de julho, às 9h30, pelo site www.comprasnet.gov.br. Já o edital com o termo de referência está disponível no Portal da Casa. O valor anual estimado para a contratação é de R$ 1,15 milhão.

Nota de solidariedade aos colegas do Sindsep-DF

O Sindical – Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas do Distrito Federal presta sua solidariedade aos colegas do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no DF (Sindsep-DF) e repudia a prisão, no dia 20 de junho, do secretário-geral da entidade, Oton Pereira Neves.

O Sindicalista falava ao microfone, durante uma assembleia em frente ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), quando recebeu voz de prisão por parte de policiais militares. De acordo com testemunhas, o agente policial teria alegado que era proibido o uso de som na frente de prédios públicos.

O companheiro Oton foi preso durante uma assembleia, enquanto exercia suas funções de dirigente sindical. Para o Sindical, o fato é uma amostra do excesso de autoridade e truculência aos quais estão expostos os representantes dos trabalhadores e suas entidades sindicais. Estamos sendo impedidos de nos manifestar, mesmo que de forma legítima, contra a perdas de nossos direitos, hoje ameaçados pelas séries de reformas prestes a serem aprovadas pelo Governo Federal.

A isso se soma a perseguição política sobre dirigentes sindicais, entre os quais o companheiro Dimitri, também do Sindsep-DF, atualmente sendo processado (PAD) em razão de sua atuação política na defesa dos servidores públicos.

Isso tem que acabar. A Constituição assegura plenamente a atividade sindical, não cabendo a autoridades administrativas ou agentes policiais, seja no plano federal ou distrital, interferir nesse ou em qualquer outro direito dos trabalhadores.

SERVIDORES DA CLDF EM GREVE NO DIA 30 DE JUNHO

bol 12Em Assembleia realizada ontem, dia 26, os servidores da Câmara Legislativa decidiram aderir à greve geral do dia 30 de junho.
Conforme deliberação da categoria, a orientação é que os servidores compareçam às suas unidades, assinem o ponto e iniciem um arrastão pelos corredores da Casa para a mobilização. Um carro de som e um ônibus estarão à disposição da categoria para participação em ato na Esplanada do Ministérios, caso ocorram atividades por lá.

Amanhã, tem assembleia para decidir sobre greve geral

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

AMANHÃ (27), A PARTIR DAS 10H, NA SALA DE AULA DA ELEGIS

O Sindical realizou, na quarta-feira (21), assembleia dos servidores para deliberar sobre participação da categoria na greve geral do dia 30 de junho. Mais uma vez, pela pouquíssima quantidade de servidores, não foi possível deliberar sobre o assunto. A diretoria propôs, e os servidores aprovaram, a realização de nova assembleia, com expectativa de quórum razoável para a deliberação.

PARTICIPAÇÃO DA ASSESSORIA JURÍDICA

 

Atenção servidores! Sindical convoca toda a categoria para comparecer à assembleia extraordinária, marcada para a amanhã, terça-feira (27), a partir das 10h, para deliberar sobre a adesão dos servidores da CLDF à greve geral do dia 30 de junho. É muito importante a participação dos servidores para que possamos decidir sobre o assunto de forma democrática e soberana.

HOJE, 21 DE JUNHO, ÀS 13H, NO AUDITÓRIO DA CLDF

mqto faceA assessoria jurídica do Sindical participará da assembleia agendada para esta quarta-feira, para tirar dúvidas e prestar esclarecimentos a respeito da exigência de entrega de documentos originais do INSS e de outros regimes para pedido de aposentadoria.
A atualização do Manual de Aposentadoria e Pensão Civil do Tribunal de Contas foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal em novembro de 2016, o documento serve para orientar a montagem e instrução de processos de inativação e de pensão nos órgãos e entidades sob a jurisdição da Corte.
A assessoria jurídica da entidade ficará à disposição dos servidores para tratar dos casos já existentes e está preparando, sem prejuízo das ações individuais, uma ação coletiva contra a nova exigência, visto que se trata, no mínimo, de uma exigência injusta e irrazoável.