Câmara Legislativa: emenda da reeleição é articulada nos bastidores

Jornal de Brasília – Uma reaproximação com o governador Rodrigo Rollemberg e um pedido de cassação de mandato da deputada Liliane Roriz (PTB) podem ser a chave que a presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PPS), precisava para, enfim, conseguir aprovar a emenda à Lei Orgânica que garante o direito de disputar a reeleição  para o comando  da Casa.

Na sessão de ontem, o deputado Agaciel Maia (PTC) disse estar feliz com a reaproximação entre Celina e Rollemberg. A presidente não desmentiu o parlamentar no Plenário, mas à reportagem disse que o colega está “muito desinformado”. “Não teve nada disso”, cravou.

Sobre as articulações para a votação da emenda em segundo turno, ela diz que o assunto não está na pauta. “Nem estamos discutindo isso”, garante.

Mas, se ela fizer as pazes com o governador, sobem as chances de dois deputados (Luzia de Paula, do PSB, e Israel Batista, do PV) que votaram na emenda em primeiro turno permanecerem  a favor da emenda. E, de quebra, ela ainda teria a possibilidade de garantir um voto novo: o de Juarezão (PSB).

O apoio de Roosevelt Vilela (PSB), o governador não poderia garantir, já que o titular do mandato – Joe Valle (PDT) – voltaria à Casa ao menor sinal de ameaça. Além de ser contra a recondução de Celina ao posto, ele tem claro interesse de se candidatar ao comando da Casa também.

12 garantidos

Celina precisa de 16 votos para passar a proposta de emenda à Lei Orgânica. Teria 12 garantidos, já que quatro que votaram em primeiro turno não estariam fechados com ela para a segunda etapa. Israel e Luzia porque devem fidelidade a Rollemberg e Cláudio Abrantes (Rede) e Ricardo Vale (PT), porque seguirão orientação partidária de se posicionar contra o pleito de Celina.

Com os três possíveis votos que o governador poderia trazer, ela somaria 15 apoios. Mas, ainda assim, precisaria do 16º. Aí é que entra a representação contra Liliane, que é inflexível com relação ao assunto. E não votaria em Celina, em hipótese alguma. A menos que um processo de cassação de mandato a ameaçasse. Será?  Pessoas próximas à filha do ex-governador Joaquim Roriz garantem que ela jamais ficaria a favor da emenda.

A  representação contra Liliane já seguiu tramitação, diferentemente de texto semelhante, protocolado no ano passado, que foi sumariamente arquivado. Celina disse que tomou a decisão de encaminhar o texto à Procuradoria da Casa por haver fatos novos relatados.

Em nota, a deputada do PTB diz que o texto, protocolado na semana passada, “contém argumentos iguais aos alegados  em representação protocolada anteriormente na Casa, já arquivada”.

Retaliação para quem?

Recentemente, o governador Rodrigo Rollemberg tem retaliado os deputados da base que não estão fechados com o Palácio do Buriti. Primeiro, exonerou os cargos indicados pelo distrital Lira (PHS), depois que ele propôs e conseguiu emplacar uma CPI para investigar a saúde pública no DF. O deputado do PHS também se juntou a outros sete no “Blocão da Celina”, o que teria irritado o Buriti.

A ameaça agora se dirige ao deputado Cristiano Araújo (PSD), que já recebeu o recado de Rollemberg: os comissionados da Administração Regional do Riacho Fundo I serão exonerados. Além de fazer parte do “Blocão da Celina”, Araújo está na sub-relatoria da CPI da Saúde.

Os cargos de Celina Leão, no entanto, permanecem intactos. Mesmo quando o administrador regional de Sobradinho II, Estevão Reis, quis devolver o cargo, o governador se recusou a aceitar. Ligado a Celina, Reis permanece no cargo. Assim como todos os outros indicados pela presidente da Câmara Legislativa.

Autora de ação fez dobradinha com presidente

A representação que pede a cassação do mandato de  Liliane Roriz chegou à Câmara Legislativa um dia depois de o Tribunal de Justiça do DF aceitar denúncia por lavagem de dinheiro contra ela.   Segundo o Ministério Público do DF, a deputada  recebeu dois apartamentos do  Residencial Monet, em Águas Claras, que seriam frutos de crimes contra a administração pública.

De autoria da ONG Adote um Distrital, o texto é assinado por Jovita Rosa, que foi candidata a deputada federal pelo PDT. Ela não foi encontrada pela reportagem para comentar o assunto, mas apareceu, nas últimas eleições, em material de campanha, fazendo dobradinha com Celina Leão no pleito passado. Ela também seria ligada ao senador Cristovam Buarque (PPS).

Na representação, a ONG aponta que Liliane soma  três condenações: por facilitar empréstimos no BRB em troca de imóveis; por irregularidade em locação de veículos; e por corrupção eleitoral e falsidade ideológica.

Millena Lopes

Câmara Legislativa recebe pedido de cassação contra Liliane Roriz

Metrópoles – Acusada de lavagem de dinheiro, a deputada se tornou ré em ação no TJDFT pela suposta aquisição irregular de dois apartamentos em Águas Claras. Em março, ela foi condenada no TRE-DF por crime de falsidade ideológica e compra de votos.

No último dia 11, a deputada Liliane Roriz (PTB) sofreu uma derrota na esfera judicial. Por unanimidade, o Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) recebeu a denúncia apresentada contra a distrital por lavagem de dinheiro. Agora, Liliane também terá problemas na seara política. A organização Adote um Distrital protocolou, na Câmara Legislativa, um pedido de cassação do mandato dela por quebra de decoro parlamentar. Segundo o Metrópoles apurou, o documento deve ser encaminhado à Corregedoria da Casa, que vai analisar a admissibilidade da ação.

Um dos motivos que embasam o pedido é justamente a ação que corre contra Liliane no TJDFT. Ela é acusada de ter recebido irregularmente dois apartamentos do empreendimento Residencial Monet, em Águas Claras. Segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), os imóveis seriam fruto de crimes contra a administração pública.

E-mails, interceptações telefônicas, laudos da Polícia Civil e documentos de investigações embasam a denúncia do MPDFT contra Liliane e outras oito pessoas, sendo quatro do clã Roriz. Os documentos apontam que a parlamentar simulou contrato de compra e venda de dois apartamentos adquiridos pelo pai dela, Joaquim Roriz, como contraprestação financeira indevida, em troca da concessão de empréstimos do Banco de Brasília (BRB) à construtora WRJ Engenharia.

Condenação no TRE-DF
Outro fato apontado pela ONG Adote um Distrital para justificar o pedido de cassação da deputada é a condenação por crime de falsidade ideológica e compra de votos na campanha de 2010. Em 9 de março, Liliane foi julgada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF). De acordo com a ação movida pelo Ministério Público Eleitoral, ela ofereceu vantagens indevidas a eleitores na disputa por uma vaga na Câmara Legislativa; e também não declarou, na prestação de contas da campanha, despesas com apoiadores.

Tanto a condenação na Justiça Eleitoral quanto o processo que corre no TJDFT dificultam a situação política de Liliane na Câmara Legislativa. Uma vez protocolado, o pedido de cassação da distrital chega na Mesa Diretora, que o encaminha para a Comissão de Ética, onde será feita a leitura do documento. Após essa etapa, o pedido é remetido à Corregedoria da Casa. No órgão, é elaborado um parecer, pela admissibilidade ou não do processo. Se for admitido, retorna para o Conselho de Ética, onde é votado. Depois, segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ser votado em plenário.

Foro privilegiado
O processo de cassação correrá paralelamente à ação judicial no TJDFT. Como Liliane tem foro privilegiado por ser parlamentar, o caso está com o Conselho Especial da Corte. Por essa razão, a denúncia foi desmembrada. Joaquim Roriz, Weslliane Maria Roriz e Rodrigo Domingos Roriz Abreu serão julgados pela 2ª Vara Criminal de Justiça. Na 7ª Vara Criminal está a ação contra Jaqueline Roriz, que era deputada federal na época em que o episódio começou a ser investigado.

Investigação
A denúncia, com 43 páginas, detalha como a transação dos imóveis ocorreu. As evidências começaram a ser colhidas em 2007 pelo MPDFT e pelo Ministério Público Federal (MPF), no âmbito das operações Aquarela, Caixa de Pandora e Esperança.

De acordo com o documento, houve a simulação de diversos contratos particulares de promessa de compra e venda das unidades habitacionais. Dois deles estavam em nome de Bárbara Maria Roriz, filha de Liliane e menor de idade na época.

Manoela Alcântara

 

Isso não é insalubre?

Situação dos servidores lotados nos setores que funcionam improvisados na garagem da Câmara Legislativa:

O ar é sugado de um corredor cheio de entulho e sujeira e levado às salas do subsolo por meio da tubulação.
Tubulação de banheiros exposta, poeira, mau cheiro e muito lixo acumulado. Além do calor habitual, que chega a ser maior dentro das salas do que na área destinada aos automóveis, não há janelas no almoxarifado, o ar que passa pelos empoeirados dutos de ventilação é sugado de um deposito cheio de lixo e sujeira. A poeira se espalha e impregna o ar e as superfícies.

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Sindical tenta rever retirada do Adicional de Insalubridade

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) determinou o cancelamento do pagamento do Adicional de Insalubridade aos servidores lotados nos setores localizados nos subsolos do prédio do edifício sede da Casa. A decisão, publicada no início do mês de maio, teve como parâmetro um estudo técnico da qualidade do ar, realizado há três anos.
A Portaria nº 116/2016, do gabinete da Mesa diretoria da CLDF, publicada no DCL do dia 4 de maio, determinou a revogação das portarias que concederam o adicional aos Setores de Transporte, Editoração, Gestão de Documentos e Arquivos e ao Deposito do Setor de Almoxarifado.
O Sindical visitou esses setores na manhã de terça-feira, dia 11, e pôde constatar que a realidade desses servidores. Além de ficarem em salas sem luz e ventilação naturais, quem trabalha nos subsolos (na verdade, improvisados na garagem) convive com lixo, fuligem, barulho e gases tóxicos produzidos pelo fluxo de automóveis dos três andares de estacionamento.
Ainda na tarde de terça-feira, a diretoria do Sindical se reuniu com a presidente da CLDF Celina Leão e o primeiro secretário, deputado Raimundo Ribeiro para tratar especificamente da questão da insalubridade. Tanto Celina quanto Raimundo Ribeiro concordaram em rever a questão, visto que no processo há indagações, formuladas pela primeira secretaria da CLDF, a respeito da precisão das informações apontadas no estudo técnico realizado, e que foram ignoradas na publicação da Portaria nº 116/2016.
Na sexta-feira o Sindical entregou requerimento ao secretário-geral da CLDF, José Wilson Porto, em que afirmou que “A decisão da CLDF, além de imotivada, sem o desfecho das conclusões da perícia, sem a oportunidade da ampla defesa e do contraditório, e extrapolando o comando da decisão do TCDF, permitirá o retrocesso da situação dos servidores, ofendendo-se a sua dignidade, bem como se permitindo situação peculiar de servidores laborando em ambiente insalubre sem a correta contraprestação pecuniária”. O Sindical requereu a imediata revogação da Portaria GMD nº 116/2016 e o cumprimento, imediato, das determinações da 1ª Secretaria. E reforça o pedido de suspensão dos efeitos da Portaria GMD nº 116/2016. Caso a direção da CLDF não cumpra o pedido, a assessoria jurídica do Sindical ingressará com uma ação na Justiça.

Sindical e Renato Rainha discutem PLP 257/2016 e reposição de perdas

A diretoria do Sindical se reuniu com o presidente do Tribunal de Contas do Distrito Federal, conselheiro Renato Rainha, na tarde de ontem, terça-feira (3), para discutir o PLP 257/2016, recomposição de perdas inflacionárias e unificação das tabelas salariais entre TCDF e CLDF.
Os representantes do Sindical convidaram o presidente do TCDF para se unir ao sindicato e fortalecer a luta contra a aprovação do PLP 257/2016. A ideia é que juntos, Sindical e TCDF, procurem o relator do projeto, o deputado federal Esperidião Amin (PP-SC) para articular alternativas de impedir os ataques aos servidores públicos previstos no projeto. Uma delas, seria a aprovação da emenda ao PLP 257/2016 nº 34/2016, de autoria do deputado federal Rogério Rosso (PSD-DF), articulada pelo Sindical, que altera o limite de gastos com pessoal do Distrito Federal, previsto na da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), de 3% para 6%.
“Há uma emenda do deputado Rogério Rosso que altera nosso limite para 6%, como os limites dos municípios. Acho que podemos fazer isso. Na verdade, devemos fazer duas lutas, essa (pela aprovação da emenda) e uma luta para tirar tudo. Mas do jeito que está não pode ficar”, afirmou Rainha.
O presidente do TCDF lembrou que o DF tem as mesmas competências de estados e de municípios e que pode sim ter o limite de gastos de pessoal estabelecido em 6%. Hoje o limite para o DF é de apenas 3%.
Renato Rainha comprometeu-se a acompanhar a movimentação do PLP 257/2016 e, em caso de iminente votação, solicitará com urgência reunião com o relator do projeto, o deputado federal Esperidião Amin (PP-SC) juntamente com a diretoria do Sindical.
A recomposição de perdas salariais dos servidores do TCDF foi outro tema do encontro e que para o Sindical é de extrema importância neste momento. As negociações de reajuste na Câmara Legislativa do Distrito Federal já estão iniciadas e a intenção da entidade é que o Tribunal de Contas possa acompanhar o processo para que o reajuste saia para as duas Casas de forma articulada, viabilizando a unificação das tabelas dos servidores. Renato Rainha afirmou que vai procurar a presidente da CLDF, deputada Celina Leão, para conversar sobre o assunto.

Câmara aprova mudança no plano de saúde e entidade sindical reage

Blog do Callado – Os distritais aprovaram a toque de caixa, na sessão da última terça-feira (23), uma janela de cinco dias para “agentes públicos” da casa ficarem então isentos das carências do plano de saúde, o Fundo de Assistência à Saúde dos Servidores da CLDF – Fascal.

Pelo Projeto de Resolução nº 24/2016, o tempo então será contado a partir da publicação do texto no Diário da Câmara Legislativa e será exclusivo aqueles que trabalham há pelo menos um ano no parlamento distrital.

Na redação, novos associados podem usar o plano de saúde para qualquer tipo de atendimento. E, normalmente, não é assim que funciona, ou ao menos não era. Há a tabela de carências, elas duram até 211 dias antes que o usuário possa usufruir, assim, de todos os benefícios e serviços. Esse prazo serve para barrar nomeações pontuais com o objetivo exclusivo de se aproveitar do Fascal.

Em contraste com a lentidão dos trabalhos neste mês, com o inicio recente das atividades da casa, o projeto de resolução (PR), que responde sobre os assuntos internos da Câmara e é promulgado pela Mesa Diretora, foi votado rapidamente e teve redação final aprovada no plenário. O Fascal é administrado pela Vice Presidência da Casa.

Jeizon Silverio, presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas do DF – Sindical, entidade representativa  dos servidores que sustentam o Fundo, não foi consultado em nenhum momento. Ele analisa a atual situação: “Exigimos que a Mesa Diretora apresente novo PR revogando essa medida. Esse cenário gera prejuízos econômicos, desrespeito à segurança jurídica, e ainda a quebra de isonomia de tratamento com a totalidade dos demais associados, quanto ao seu ingresso no Fundo. Certamente essa norma foi aprovada com intenção de beneficiar alguém especificamente. Isso depõe tragicamente contra o Poder Legislativo local. Provocaremos o Poder Judiciário, se necessário, sobre a questão. Duvidamos que a Justiça admita esse absurdo”, esclarece.

Justiça aceita acusação de nepotismo contra distrital Christhianno Araújo

Correio Braziliense – A Justiça acatou a acusação do Ministério Publico do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra o deputado distrital Christhianno Nogueira Araújo e a servidora da Câmara Legislativa do Distrito Federal Ana Lúcia Pereira de Melo por nepotismo. A mulher é mulher do tio do deputado e assumiu um cargo no gabinete do parlamentar. Segundo o MPDFT, “pelo fato da servidora ser casada com Artur da Cunha Nogueira, irmão do pai do réu, conforme a lei, ela seria parente por afinidade, em linha colateral do deputado”.

A defesa dos réus argumentou que à data do ato, as regras sobre nepotismo da Câmara Legislativa admitiam a lotação de cônjuge de tio ou tia em gabinete de parente e que as regras para ocupação de cargo público junto à CLDF somente foram alteradas em 17 de novembro de 2015. Além disso, a contratação seria de competência exclusiva da Presidência da Casa e, dessa forma, o deputado não poderia ser responsabilizado pelo ato.

O magistrado entendeu que não foram demonstrados os elementos necessários para a rejeição inicial da ação. “Da prova dos autos, não é possível concluir, de forma inequívoca, pela inexistência do ato de improbidade, improcedência da ação ou da inadequação da via eleita. Os fatos narrados merecem um exame mais aprofundado (…). E isso deve ser apurado no curso do processo, conquanto no momento temerário auferir juízo de valoração positivo ou negativo. Há indícios suficientes para que se instaure a ação civil pública de improbidade administrativa”, afirmou o magistrado.

Christhianno Nogueira Araújo e Ana Lúcia Pereira de Melo ainda podem recorrer.

Continua a farra da criação de cargos

Há cerca de 1 ano, o Sindical apresentou à presidente da Casa, deputada Celina Leão, a Pauta de Reivindicações da categoria. Além disso, apresentou, também, uma série de atos ilegais praticados pela CLDF, solicitando medidas imediatas para solução dos temas apresentados. Infelizmente, nada foi atendido. Na verdade, mais ilicitudes foram criadas.
Como exemplo, demonstramos, mais uma vez, a falta de compromisso do administrador com a coisa pública, por ocasião da criação de cargos por Resolução, em detrimento da via correta, ou seja, Lei Ordinária. Veja.
Na resolução 274/2015, a direção da CLDF cria o Núcleo de Informatização da Legislação, trabalho eminentemente técnico, sem dispor sobre a composição do referido núcleo, criando apenas novo cargo de chefia, bem como determinou que o cargo de Secretário Legislativo deveria ser privativo de Bacharel em Direito, além de tornar inaplicável o disposto no art. 9º, § 2º, da Resolução nº 232/2007, para este cargo específico.
Em primeiras linhas, o processo legislativo que acarretou na edição da Resolução 274/2015 é obscuro e contrário ao Regimento Interno da Casa, já que não observadas as regras procedimentais. Além disso o referido núcleo possui atividade técnica. Sendo assim, a sua composição deve ser feita de servidores, selecionados na via do concurso público, o que torna absolutamente insólita a criação de um núcleo composto apenas por seu chefe, já que não consta na Resolução nº 34/91 e nem na Lei 4.342/09 uma composição específica do mesmo. Ademais, a referida Resolução não demonstra qual a origem do custeio da criação de cargos, apenas afirmando que o custo é irrelevante, afastando-se da obrigação contida no art. 17 da Lei de Responsabilidade Fiscal, já que se trata de despesa de caráter continuado, afastando-se a irrelevância para fins do demonstrativo legal.
O projeto de lei não traz qualquer motivação para que o art. 9º, § 2º, da Resolução nº 232/07, não se aplique ao caso. Tal artigo trata do substituto do Secretário, que deve ser escolhido dentre os servidores. Ora, todo e qualquer ato administrativo deve ser motivado, à luz do art. 50 da Lei 9.784/99. Inexistindo a referida motivação, o ato não se aperfeiçoa, não tendo validade no mundo jurídico.
Quanto à Resolução nº 275, a sua ementa demonstra que os cargos ali criados são de apoio. Nem mesmo a descrição de cargos de assessoria ilidem o fato de que os cargos de apoio são técnicos, devendo ser preenchidos pela via do concurso público, uma vez que o Assessor Especial da Corregedoria nada mais faz do que atividade técnica. O Assessor na Secretaria Legislativa sequer teve as suas atribuições declinadas, o que sequer permite saber se o preenchimento desse cargo preconiza o que diz a lei. Outrossim, novamente não se demonstra a origem dos recursos e nem a inscrição dos gastos na legislação competente, o que faz descumprir o disposto no arts. 16 e 17 da Lei de Responsabilidade Fiscal, uma vez que a Resolução não impõe prazo para o custeio dessa despesa, o que faz crer se tratar de despesa de caráter continuado.
Recentemente, no dia 16 de março de 2016, foi publicada no Diário da Câmara Legislativa nº 49, a Ata da 3ª Reunião do Gabinete da Mesa Diretora, ocorrida no dia 15 do mesmo mês em que, entre outros assuntos, é tratado o item EXTRA-PAUTA de número 1, com a seguinte ementa: “Processo nº 001.000308/2016. Assunto: cessão de servidor”. Causou espanto à direção do sindicato o tema e, ao consultar o PROTAD, verificamos tratar-se de tentativa da administração da Casa em esconder o assunto, pois, em verdade, o real interesse do pedido é a contratação de servidores para atender às demandas de engenharia, arquitetura e urbanismo da CLDF, na Diretoria de Administração e Finanças – DAF, conforme enunciado na descrição do assunto registrado no referido PROTAD. A inicial do pleito foi incluída no PROTAD no dia 22 de fevereiro e, posteriormente encaminhada, no dia 17 de março, pela Diretoria de Recursos Humanos – DRH, ao Setor de Pagamento – SEPAG, para realização de cálculo de impacto na folha de pagamento, haja vista o apresentado nas fls. 16, do processo nº 001.000308/2016, considera apenas o gasto com remuneração. No dia 18 de março o SEPAG encaminhou à DRH o processo que, por sua vez, foi remetido à Divisão de Cadastro e Pagamento de Pessoal – DCPP para análise e instrução junto ao SLMP, conforme despacho exarado pela Secretária Executiva da 1ª Secretaria e posterior devolução à DRH para continuidade da instrução. No dia 14 de abril, o processo encontrava-se no Gabinete da Segunda Secretaria para conhecimento da análise realizada pelos órgãos da Casa, conforme despacho da Secretária Executiva da 1ª Secretaria.
Pela proposta, serão criados 3 cargos em comissão. O primeiro ao custo de R$ 14.136,21 e os outros dois ao custo de R$ 11.450,32 cada, perfazendo um custo anual de R$ 649.142,96, auxílio-alimentação no valor de R$ 1.184,92, perfazendo R$ 14.219,04 ao ano, além de outros benefícios como auxílio pré-escolar.
Por acaso, a Câmara Legislativa não tem em seus quadros servidores engenheiros, arquitetos e urbanistas? Afinal, Que tipo de contratação querem fazer? Requisição de servidores? Caso a proposta não se viabilize pela criação de cargos em comissão, estaria a CLDF propondo a TERCEIRIZAÇÃO dos servidores da áreas mencionadas? No momento em que se discute a reposição das perdas salarias, o aprimoramento doPCCR e a realização de concurso público, a CLDF quer impactar os gastos da folha de pessoal promovendo “contratações”? Em que condições?
O Sindical entende que, caso haja necessidade de contratação desses profissionais, a via a ser eleita é a do CONCURSO PÚBLICO!
A QUEM INTERESSA ESSE ASSUNTO?
A QUEM SE DESTINAM ESSES CARGOS?

Secretário-geral recebe a diretoria do sindicato

foto bol.11O secretário-geral da CLDF, José Wilson Porto, recebeu a diretoria do Sindical na tarde de ontem, segunda-feira (2), para tratar das negociações em torno da pauta de reivindicações 2016.
Os representantes do sindicato adiantaram quais foram os temas já discutidos com seu antecessor, Valério Neves, entre eles o item nº 1 da pauta de reivindicações que trata da recomposição de perdas salariais.
José Wilson se comprometeu a solicitar, o mais rápido possível, um estudo do impacto financeiro à Coordenadoria de Elaboração Orçamentária para avaliar a viabilidade da demanda. “Eu acho que é uma reivindicação muito justa. Vejo que há uma disposição da presidente Celina Leão em atender esse pedido dos servidores”, afirmou.
A expectativa é que a direção da CLDF conceda a reposição das perdas salariais ainda no primeiro semestre deste ano, tendo em vista a possível aprovação do Projeto de Lei Complementar – PLP 257/2016.
A diretoria do Sindical aproveitou a oportunidade para iniciar com José Wilson o debate a respeito de outras importantes demandas da categoria como PCCR, concurso público e a criação indevida de cargos em comissão na estrutura administrativa da Casa.
Uma nova reunião foi agendada para a próxima segunda-feira às 15h.