VAI TER SERVIDOR EM DEFESA DO CONCURSO SIM!

amarelinhosEM ASSEMBLEIA APROVAMOS A LUTA PELO CONCURSO PÚBLICO

Na segunda-feira, dia 10 de setembro, a diretoria do Sindical, preocupada com a possibilidade de cancelamento do concurso da CLDF convocou a assembleia geral dos servidores da Casa para deliberar, entre outros temas, sobre estratégias para combater as tentativas de inviabilizar a realização das provas e a nomeação dos novos concursados. Aprovamos o combate, por meio de vídeos e panfletos, àqueles que trabalharam para tentar suspender a realização das provas.
Em meio às discussões da categoria e deliberações, tivemos nossa reunião gravada em vídeo por um servidor. Até então nunca foi preocupação para o Sindical o fato de servidores filiados fazerem o registro de assembleias. Nunca foi, até o dia em que esse registro é feito para chegar às mãos de parlamentares.

E FOMOS TRAÍDOS POR INFILTRADOS

No decorrer da semana, o Sindical se empenhou para levar a diante as deliberações da assembleia. Neste sentido, trabalhou na produção de material informativo para denúncia, aos interessados – concurseiros -, sobre a verdade sobre a tentativa de suspensão do concurso público da Casa.
Enquanto os representantes da entidade levavam adiante as tratativas tomadas em assembleia e em defesa da sobrevivência da categoria, alguns servidores trabalhavam em sentido contrário.
Esses servidores se abstiveram de manifestar suas posições em assembleia e preferiram agir de forma covarde levando ao conhecimento de parlamentares vídeos com trechos da assembleia da categoria e gravações de conversas entre dirigentes do Sindical.

EXPOSIÇÃO E AMEAÇAS A DIRIGENTES DO SINDICAL

Munido de material maldosamente apurado e cedido por servidores que agiram contra o Sindical, o deputado Robério Negreiros registrou ocorrência na Coordenadoria de Polícia Legislativa no dia 15 de setembro.
No mesmo dia, a sala do vice-presidente do Sindical, Átila Vinícius é lacrada. A ação da Copol é fotografada e a imagem do diretor exposta nas redes sociais. O presidente Jeizon Silverio também é ameaçado pelo parlamentar “de demissão a bem do serviço público”.

ÁUDIO

No áudio, gravado e enviado ao deputado Robério Negreiros, o vice-presidente do Sindical, Átila Vinícius, fala sobre panfletos que estão em fase de aprovação na sede do Sindical. Ele faz a observação de que falta apenas a inclusão da logo marca do sindicato, para que o material não seja caracterizado como apócrifo. E que logo estaria pronto para impressão e distribuição nos locais de prova do concurso da CLDF, conforme deliberação da assembleia realizada no dia 10 de setembro.
A gravação foi suficiente para que a Coordenadoria de Polícia Legislativa interrompesse, até segunda ordem, o funcionamento do Setor de Avaliação de Desempenho que só foi reaberto às 11h da segunda-feira, dia 17.

PERSEGUIÇÃO À CATEGORIA

O Sindical realiza nova assembleia dos servidores, no dia 17 de setembro. Apesar de a autorização de uso do auditório já ter sido informada ao sindicato, fomos surpreendidos, de última hora, com a informação de que o espaço não estaria mais disponível. De forma desesperada, houve a tentativa de proibir os servidores de usar o auditório da Casa. A informação foi rapidamente desmentida após questionamento do presidente do Sindical ao setor responsável.
A assembleia aconteceu, desta vez nossa reunião foi registrada, em vídeo e na íntegra, por pessoas contratadas pelo deputado Robério Negreiros.
Ao final da assembleia, a diretoria do Sindical teve o cuidado de identificar quem havia filmado a assembleia e fez o registro da ocorrência na Copol.

SERVIDORES DA CLDF EXPOSTOS EM PLENÁRIO

No dia 18 de setembro, conforme deliberação dos servidores em assembleia realizada no dia anterior, a categoria se reuniu para se manifestar contra a perseguição de dirigentes do Sindical, conta a terceirização, à favor do concurso público e pela reforma administrativa da CLDF.
Neste momento, todas as atividades da entidade dentro da Casa passaram a ser monitoradas e intimidadoramente gravadas em vídeo, sem a menor cerimônia.
No plenário, por coincidência, na ordem do dia, a pauta era o Sindical. Em meio à acusações e deduções, a entidade que representa os servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas do Distrito Federal teve seu direito de manifestação rechaçado.
Trechos da última assembleia da categoria, gravados a mando do deputado Robério Negreiros, foram transmitidos em telão, com direitos à pausas para as críticas e apontamentos daquele que pensa ser nosso “patrão”.
Visivelmente perturbado com a presença dos servidores na galeria, Robério fazia insistentes pedidos à presidência da Mesa para que os “amarelinhos” fossem retirados. Chegando ao ponto de inventar que os servidores da Casa, ali em manifestação, não seriam servidores, mas sim uma “claque”, uma plateia comprada.

 

 

 

Robério manda Polícia Legislativa lacrar gabinete de sindicalista

Metrópoles – O deputado distrital Robério Negreiros (PSD) mandou a Polícia Legislativa apreender, nesta terça-feira (18/9), o computador do vice-presidente do Sindicato dos Servidores da Câmara Legislativa e do Tribunal de Contas do DF (Sindical), Átila Vinícius de Carvalho. O gabinete do sindicalista funciona na sede da Casa e estava lacrado desde domingo (16), também por ordem do parlamentar pessedista. Foi reaberto após a retirada do equipamento eletrônico.

A determinação do deputado ocorreu após a entidade sindical publicar, no fim de semana, um vídeo acusando Robério e a candidata ao Governo do Distrito Federal (GDF) Eliana Pedrosa (Pros) de serem contra o concurso da Câmara Legislativa (CLDF) – realizado no domingo (16) –, pois têm contratos de empresas terceirizadas ligadas às suas famílias.

Robério rebateu as acusações, negou ser contra a nomeação de servidores de carreira e disse ser vítima de ataques eleitorais. “Eu deixei minha campanha no fim de semana para me defender como cidadão. A Polícia Legislativa lacrou a sala e nós fizemos denúncias contra o presidente e o vice [do Sindical] no Tribunal Regional Eleitoral [TRE-DF], porque essa é uma clara intenção de me atacar politicamente”, afirma o parlamentar.

De acordo com a denúncia do deputado, a apreensão do computador foi fundamental, pois seria no equipamento que materiais como o vídeo polêmico e panfletos estariam sendo produzidos pelo sindicalista.

Áudio
O material foi apresentado pelo deputado Robério Negreiros durante a sessão desta terça (18). O discurso do parlamentar causou a fúria dos servidores que se posicionavam na galeria da CLDF, principalmente no momento quando ele publicou um áudio supostamente de Átila, no qual o sindicalista diz “apenas aguardar ordens para distribuir o material contra o distrital”.

Segundo o presidente do Sindical, Jeizon Allen Silverio Lopes, o deputado está em “clara campanha de perseguição contra os servidores da Casa” e tem interesse pessoal nas terceirizações dos cargos. Ele ainda acusa o distrital de manter infiltrados dentro da entidade para receber informações privilegiadas.

Nomear todos os concursados é um “risco muito grande” para as contas da CLDF, diz Robério

Poder no Quadrado – O deputado Robério Negreiros (PSD), segundo Secretário da Câmara Legislativa, que questionou o concurso da Câmara Legislativa no Tribunal de Contas, diz que hoje nomear os 86 cargos previstos no certame “é um risco muito grande” para as contas do Legislativo.

Em entrevista ao Poder no Quadrado ele disse que desde o ano passado vem alertando sobre os riscos orçamentários de se nomear novos servidores. “A legislação obriga o órgão a chamar os aprovados, isso é um risco muito grande. Quando chegou o estudo orçamentário eu fiquei muito preocupado e acionei o TCDF”, explica.

Em momento algum, no entanto, o deputado questiona os gastos com os comissionados ou a redução de cargos de indicação política para evitar uma extrapolação orçamentária.

Como o Poder no Quadrado mostrou, os 984 servidores sem vínculo indicados pelos distritais custam, só com salário e auxílio-alimentação, R$ 87 milhões por ano.

Nomeações

Outro ponto que o deputado não considerou, segundo servidores da Câmara que pediram para não serem identificados por medo de represálias, é que a nomeação dos aprovados e concurso não deve ser imediata como alega Negreiros. A exigência é que ocorra dentro da validade do concurso, que é de dois anos, podendo ser prorrogados por igual período. Ou seja, a CLDF teria quatro anos para encaixar no orçamento novos servidores.

“Os dois deputados estão fazendo terrorismo sem explicar o porquê. Se a preocupação é de fato o orçamento, por que não cortar na carne? Por que os distritais não diminuem seus cargos comissionados?”, questiona outro servidor.

Hoje, cada distrital pode nomear até 28 servidores por gabinete. Quem conhece a estrutura física da Câmara sabe que esse número de pessoas sequer cabe dentro do gabinete parlamentar.

Redução

Não foi só Negreiros que questionou o concurso, segundo servidores da Casa. O processo teria sido iniciado pelo vice-presidente da CLDF, Wellington Luiz (MDB). Ele enviou em primeiro memorando à Presidência sugerindo a redução pela metade do número de vagas, de acordo com os funcionários que leram o documento, de três páginas, assinado pelo vice-presidente. Tudo isso com o concurso em curso, já que as primeiras provas estão previstas para 15 de setembro. O distrital nega.

“É uma irresponsabilidade muito grande, na visão dos servidores sérios aqui da Câmara. A contribuição patronal que eles estão considerando um risco, por exemplo, foi calculada de forma errada, sem considerar a nova lei previdenciária, LC 932/2017”, argumenta outro funcionário concursado do Legislativo.

Só com o salário dos cinco secretários-executivos indicados pela Mesa Diretora a Câmara Legislativa gasta R$ 1,2 milhão por ano. Cada um deles tem salário de R$ 21 mil, somando R$ 105 mensais – isso sem considerar o auxílio-alimentação e outros benefícios. No caso de Sandra Faraj (PR) e Robério, há que se considerar ainda o gasto com os substitutos. Os dois têm comissionados indicados para substituição dos secretários e recebem o valor integral da substituição em meses de férias e licença.

Cargos comissionados dos deputados distritais custam R$ 87 milhões por ano

Poder no Quadrado – O deputado Robério Negreiros (PSD) questionou a contratação por concurso público de 86 servidores para a Câmara Legislativa. O documento encaminhado por ele ao Tribunal de Contas do DF é baseado em um relatório do setor orçamentário da Casa que argumenta que os novos servidores efetivos podem levar o Legislativo local a extrapolar o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Se os servidores concursados novos, que devem custar R$ 26 milhões por ano para os cofres públicos, são um risco para o Legislativo local, o que dizer dos comissionados?

Os números ignorados pelos distritais são alarmantes. Cada deputado distrital eleito tem direito a 41 cargos comissionados. São 28 pessoas indicadas no gabinete, oito nas lideranças de bloco e partido e outras cinco na estrutura da Casa. Multiplicados pelos 24 eleitos chegamos a um número de 984 servidores indicados, todos sem vínculo com o Legislativo.

Só com auxílio-alimentação – que é de R$ 1.269,84 por mês – a Câmara gasta R$ 14.994.270,70 para os comissionados.

“É muito estranho questionar o concurso a essa altura do campeonato. Será que a preocupação é com a sanidade fiscal da Câmara ou com mais servidores isentos de olho no que eles estão fazendo?”, questionou um servidor efetivo, sob a condição do anonimato.

Memorando

O vice-presidente da CLDF, Wellington Luiz (MDB), também teria questionado a realização do concurso e as contratações. De acordo com um servidor da Casa, ele enviou um memorando para a presidência com o relatório orçamentário sugerindo a redução pela metade das vagas para adequação financeira. O documento foi o pontapé inicial para o posicionamento de Negreiros. O distrital nega e diz que foi surpreendido pela informação.

Nomeações

O concurso lançado pela CLDF, que tem as primeiras provas marcadas para 15 de setembro, prevê a nomeação imediata de 86 vagas. Os custos desses novos servidores são estimados em R$ 26 milhões por ano, menos de um terço do que é gasto anualmente com os comissionados sem vínculo.

O deputado Robério Negreiros, que pediu ao TCDF a suspensão do concurso, argumenta que é a favor da nomeação de concursados, mas está preocupado “com seguir à risca a LRF e não ocasionar transtornos a próxima gestão”. Ele mesmo aponta que são mais de 400 cargos vagos na CLDF por aposentadoria. O último concurso da Casa foi em 2005.

Não é a primeira vez que o distrital do PSD questiona algum ponto do certame. Durante a discussão da escolha da banca examinadora ele sugeriu que fosse contratada a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e teria pressionado os pares para que não se escolhesse outra banca.

Relatório com erros

Servidores efetivos da Câmara Legislativa não gostaram do movimento criado para suspender o concurso público da Casa e apontaram erros do relatório feito pelo setor de Execução Orçamentária que embasou o questionamento no Tribunal de Contas do DF com pedido de suspensão do concurso.

Todos os documentos usam o relatório do setor de Execução Orçamentária como base para o questionamento. No levantamento feito sobre as despesas e receitas do Legislativo é dito que o pagamento do imposto patronal seria um dos motivos para atingir a LRF.

“O que os servidores do setor esqueceram foi a mudança na lei previdenciária do DF. Desde outubro de 2017 que novos servidores custarão à Câmara muito menos do que os servidores de hoje, porque a contribuição patronal é no teto do INSS”, apontou um servidor da Casa, sob a condição do anonimato, por medo de represálias.

Segundo outro servidor concursado, foi feito um terrorismo sobre dados que partem de erro na intenção clara de “melar o concurso”. “Estão tentando assustar o Tribunal de Contas com números que, para começar, estão errados. E se a preocupação é não extrapolar o custo, por que não diminuir o número de comissionados? Os indicados políticos passam, o servidor efetivo fica”, argumentou.

Assembleia aprova contas de 2017 sem ressalvas

Foi realizada, no dia 10 de agosto, no auditório do edifício City Offices, a assembleia para apreciação e aprovação do parecer do Conselho Fiscal à prestação de contas do Sindical referente do exercício de 2017. Em continuidade à assembleia iniciada no dia 28 de março.
A assembleia foi aberta pela presidente do Conselho Fiscal, Luciene Santana da Silva. Ela fez a leitura do parecer elaborado em conjunto com o membro do Conselho, Paulo Sergio de Brito. Os servidores presentes à assembleia deliberaram pela aprovação, sem ressalvas, das contas da entidade.

Reestruturação Administrativa

A diretoria do Sindical se reuniu, na tarde do dia 25 de julho, com o secretário-geral da CLDF, Josué Alves, para dar continuidade às negociações em torno da pauta de reivindicações 2018. O assunto da reunião foi reestruturação administrativa. “Nós temos uma pauta de reivindicações que, no seu terceiro item, trata a reestruturação. Em lista de prioridade, depois de reajuste salarial e plano de carreira, é o item mais importante para o servidor”, afirmou o presidente do Sindical, Jeizon Silverio.
O secretário-geral se comprometeu a levar o assunto à próxima reunião do Gabinete da Mesa Diretoria com a proposta de criação de um grupo ou comissão paritária para discutir a reestruturação administrativa da Casa.
Apesar de os reajustes salariais estarem estabilizados por força da lei eleitoral, os servidores da CLDF recebem em agosto a parcela de 5%, referente à reposição de perdas salariais, de acordo com a Lei 5.663/2016. Sobre o plano de carreira, o Projeto de Lei (PL) 2030/2018 segue em tramitação nas comissões.

 

Coral brasiliense ganha duas medalhas de ouro no mundial de canto

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Metrópoles – O coral brasiliense Cantus Firmus ganhou duas medalhas de ouro no X World Choir Games, a Copa do Mundo do canto coral mundial – na África do Sul. As premiações ocorreram neste sábado (7/7), nas categorias coro misto e folclórico.

Criado há 25 anos, o Cantus Firmus já se apresentou em concertos na Alemanha, Áustria, Argentina, Canadá, Equador, Estados Unidos, Eslováquia, Espanha, Hungria, Itália, México, Peru e República Tcheca.