Negociações avançam

A diretoria do Sindical teve nova reunião com o secretário-geral da CLDF, Marlon Cambraia, na tarde de ontem (02). Com a aprovação do PLC 96/2021 e a possibilidade de folga orçamentária dentro dos limites da LRF, sindicato e direção da CLDF puderam avançar nas discussões sobre a reposição de perdas dos servidores para 2022.
A expectativa da entidade é que seja concedido o reajuste, com folga para que a Casa dê prosseguimento às nomeações dos aprovados no último concurso acelerando ainda mais o processo de renovação dos quadros de servidores da CLDF.

Agora é com a Mesa Diretora

O Plenário da Câmara Legislativa aprovou, na tarde de ontem (01), o Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 96 de 2021. O projeto, de autoria do Executivo, garante a utilização prioritária dos recursos de compensação financeira entre os regimes previdenciários para custeio dos inativos e pensionistas da CLDF e TCDF.
Uma emenda da deputada Júlia Lucy, aprovada com o apoio da Mesa Diretora e dos deputados Martins Machado (CAS), Agaciel Maia (CEOF), Jaqueline Silva (CCJ) e Rodrigo Delmasso (Vice-Presidência), garantiu a viabilidade do projeto sem depender de interpretações ulteriores por parte do Poder Executivo.
Com a nova regra, haverá um grande alívio na contabilização da despesa para efeitos de apuração do limite da despesa total com pessoal. Restou garantida a independência e autonomia orçamentária e financeira do Poder Legislativo
Não há, pois, qualquer óbice para que seja conferida a tão aguardada recomposição inflacionária para acalentar a excessiva perda do poder de compra desde a última revisão.
Agora é com a Mesa Diretora!

É tempo de solidariedade

Neste mês de dezembro, o Sindical realiza a “Campanha Natal Solidário” com arrecadação de donativos para famílias em situação de vulnerabilidade no Distrito Federal. As doações podem ser feitas no Drive Thru da Solidariedade, tenda do sindicato localizada na entrada principal do edifício sede da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Todo tipo de doação é bem-vinda, roupas, brinquedos, alimentos não perecíveis, etc. Doações em dinheiro podem ser feitas por meio de depósito bancário na conta Banco Sicoob Legislativo (756), agência 4259, conta 3280-8, CNPJ: 37.992.849-0001/07, do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas do Distrito Federal.

PEC 32: Entenda o que é a reforma administrativa

O Tempo – A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 32/2020) está pronta para ir ao plenário da Câmara dos Deputados desde o final de setembro deste ano. O projeto muda a estrutura do serviço público e retira benefícios de servidores, como gratificação salarial e estabilidade, como é atualmente.

O texto do projeto passou por diversas modificações até a votação em comissão especial há dois meses, mas continua com trechos polêmicos. 

No projeto original enviado pelo governo de Jair Bolsonaro havia manobra para acabar com a estabilidade do servidor público, facilitador para privatização e permissão para contratos temporários. Destes, o fim da estabilizada foi “suavizado”.

A votação ainda em 2021 é incerta. Por se tratar de uma PEC, há necessidade mínima de 308 votos para aprovação.

Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, disse que o governo Bolsonaro não demonstra interesse na votação da PEC 32, em um momento em que o governo se preocupa com a PEC dos Precatórios no Senado.

“Reforma administrativa cumprimos o que falamos. Não mexemos em direito adquirido, não mexemos em aposentadoria. Mas com a pouca mobilização e pálido apoio do governo, não tem como trazer para pauta. Ela está pronta para o plenário”, disse Lira em coletiva de imprensa na última semana.  

Desde que passou em comissão especial, a PEC 32 virou alvo quase diário de servidores que protestam no estacionamento do anexo 2 da Câmara dos Deputados. “Quem votar (a favor), não volta (nas próximas eleições)”, afirmam durante os protestos, que reúnem servidores de diversas categorias.

Oposicionistas, no entanto, dizem acreditar que a PEC 32 dificilmente passará no plenário. Se o projeto substitutivo não for aprovado, a Câmara dos Deputados tem ainda possibilidade de votar o projeto original, com ampla retirada de direitos dos funcionários públicos.

Estabilidade do servidor está indefinida

Apesar de governistas afirmarem que a estabilidade do servidor não sofrerá modificações, o servidor poderá ser demitido, segundo texto aprovado em comissão especial e que irá ao plenário da Câmara.

O artigo 39 diz que o funcionário público passará por avaliações de superiores, por exemplo.

“Em três pontos a estabilidade é atacada. Primeiro, passa-se a ser possível demitir servidor, os de hoje e os futuros, em decisão judicial ou não transitada em julgado. Além disso, prevê a possibilidade de desligamento depois de duas avaliações negativas. Então você pega o servidor com 30 anos de trabalho, faz duas avaliações negativas e joga a defesa para fase posterior a avaliação. Por fim, permite desligamento do servidor estável caso seu cargo seja declarado obsoleto ou desnecessário”, explica o presidente da Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais (Anafe), Lademir Gomes da Rocha.

Este último ponto citado por Rocha é uma novidade desagradável no funcionalismo e acaba com a estabilidade do servidor. Na área da saúde, por exemplo, caso o ente público faça parcerias com setor privado, cargos de servidores podem se tornar “obsoletos” e, pelo texto da PEC 32, o funcionário pode ser dispensado.

Artigo no texto permite ‘privatização sem limite’

A PEC 32 tem em seu artigo 37-A uma possibilidade de prefeituras, governos estaduais e federal criarem parcerias com setor privado para execução de serviços públicos. Este ponto, hoje, é um dos mais polêmicos na proposta. Oposicionistas apontam que o artigo 37-A libera privatização em massa.

“A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão, na forma da lei, firmar instrumentos de cooperação com órgãos e entidades, públicos e privados, para a execução de serviços públicos, inclusive com o compartilhamento de estrutura física e a utilização de recursos humanos de particulares, com ou sem contrapartida financeira”, diz o artigo.

Com este trecho no texto, há possibilidade de os concursos públicos diminuírem acentuadamente.

“Permite irrestrita terceirização e, inclusive, de setores estratégicos. Algo nesse sentido já ocorre no Brasil com graves problemas. Se você acompanhar escândalos de terceirização da cobertura de saúde do Estados, vai ver que envolve essas parcerias. É a entrega de estruturas. Rede básica de saúde, hospitais, escolas, universidades. Serviços inteiros para gestão privada”, afirmou o presidente da Anafe.

Férias, remuneração e gratificações acabarão  

Não é apenas na estabilidade do servidor que deputados podem modificar. O artigo 37 retira oito benefícios dos trabalhadores do setor público. Estas modificações modificam férias e gratificações.

Pelo projeto, qualquer servidor ficará proibido de tirar mais de 30 dias de férias em um período de um ano – igual ao setor privado.

Perdem também adicionais referentes ao tempo de serviço, independentemente da denominação adotada; aumento de remuneração ou de parcelas indenizatórias com efeitos retroativos; licença-prêmio, licença-assiduidade ou outra licença decorrente de tempo de serviço, independentemente da denominação adotada, ressalvada, dentro dos limites da lei, licença para fins de capacitação.

A aposentadoria compulsória como modalidade de punição também deixa de existir. Adicional ou indenização por substituição, independentemente da denominação adotada, ressalvado o exercício interino de cargo em comissão ou de função de confiança também é vedada.

Parcelas indenizatórias sem previsão de requisitos e critérios de cálculo definidos em lei e progressão ou promoção baseadas exclusivamente em tempo de serviço também deixam de existir.

Por HEITOR MAZZOCO | O TEMPO BRASÍLIA

Terça-feira (16) – Assembleia
para discutir fim das medidas
de combate à covid-19 na CLDF

A Câmara Legislativa deu mais uma demonstração de “transparência” ao publicar, no final da tarde de sexta-feira (12), o Ato da Mesa Diretora nº 134 que revoga todas as medidas adotadas no combate à pandemia da Covid-19.

Ao mesmo tempo em que desvalida todos os atos que estabeleciam as regras de prevenção na Casa, de forma confusa, o AMD 134 considera a necessidade de medidas de distanciamento social. Com a determinação, passa a valer, somente, o que resta das medidas preventivas determinadas pelo Poder Executivo.


Desde a publicação do ato o Sindical já trabalha em busca meios políticos e judiciais cabíveis e, neste sentido, convoca os servidores a participar de Assembleia Geral Extraordinária virtual, na terça-feira (16), às 15h.

Pauta de Reivindicações: Sindical fala sobre itens prioritários

Na última sexta-feira (5), a diretoria do Sindical convocou os servidores em assembleia para falar sobre o andamento das negociações dos principais itens da Pauta de Reivindicações 2021. Conforme já anunciado em informativos anteriores, as negociações em torno do item prioritário, reposição de perdas inflacionárias, já estão adiantadas e a estimativa é que o reajuste aconteça a partir de janeiro de 2022.
“Estamos em mesa de negociação avançada para que tenhamos no final deste ano um projeto de lei repondo parcialmente as nossas perdas inflacionárias”, informou o presidente, Jeizon Silverio. Já existe um montante previsto pela LDO de 2022, mas está muito aquém das perdas inflacionárias dos últimos seis anos, já que, desde 2016, a categoria não tem qualquer reposição de perdas.
Reestruturação Administrativa: há um aval da Mesa Diretora da CLDF para que o Sindicato apresente uma contraproposta. A entidade continua recebendo as contribuições dos setores da Casa, respeitando as premissas definidas em assembleia. As sugestões serão confrontadas com a proposta que deverá ser apresentada pela Mesa Diretora até o final de novembro.
PCCR: Até o final do ano a negociação com a Mesa Diretora está suspensa. Há entendi-mento da Procuradoria Geral da CLDF de que alterações substanciais em planos de cargos, carreiras e remunerações estão vedadas pela Lei Complementar 173/2020. “Essa é uma questão de prioridade máxima do Sindical a partir de 1º de janeiro do ano que vem”, garantiu Jeizon.
Fortalecimento da Elegis: O presidente do Sindical falou sobre reunião realizada com o terceiro secretário da CLDF, o deputado Reginaldo Sardinha, e com a diretora da Escola do Legislativo, Patrícia Nogueira. Servidores da Elegis fizeram relatos sobre a atual situação do setor, expectativa de convocação de novos servidores e das necessidades e projetos futuros para a Escola.
Jeizon, informou que a entidade tem trabalhado para dar prioridade ao setor na alocação de recursos humanos, para fortalecer a política de qualificação dos servidores e pelo atendimento à pauta histórica da entidade de participação paritária do sindicato no conselho escolar.

Depois de tantas más notícias, boas notícias!

Depois de tantos anos de arrocho salarial os servidores públicos do Distrito Federal passam a ter alguma esperança de recomposição das perdas inflacionárias. O anúncio do pagamento, em 2022, da terceira parcela do reajuste dos servidores, foi feito pelo Governo do Distrito Federal na quinta-feira (14).
O compromisso foi reforçado pelo presidente da CLDF, Rafael Prudente. Ele afirmou que a Casa vai votar com prioridade o projeto do GDF para ajuste no orçamento.
Do mesmo modo, o Sindical aguarda que a direção da CLDF tente mitigar, também aos servidores da Casa, os efeitos do processo inflacionário dos últimos anos. Nossa entidade tem negociações em curso com o presidente Rafael e, conforme anunciado anteriormente, já existe a previsão orçamentária para uma reposição de perdas da nossa categoria no próximo ano.

CLDF mantém suspensão de eventos públicos presenciais

A Mesa Diretora decidiu manter o bom senso e prorrogar, por mais 30 dias, a suspensão de eventos presenciais abertos ao público na Casa, instituída pelo AMD nº 72/2021. A decisão foi publicada no DCL de quinta-feira. A direção da CLDF chegou a determinar a volta dos eventos públicos de forma presencial, em agosto, mas voltou atrás após manifestações do Sindical.

Arthur Lira e Paulo Guedes definem valor da compra dos deputados para aprovar a reforma administrativa

Seriam R$ 20 milhões por deputado, o que, já estimado, daria a “bagatela” de R$ 6,16 bilhões do dinheiro público para tentar garantir os votos necessários à aprovação. A verba seria liberada por meio de recursos de emendas do relator do PLOA/2022 – Projeto de Lei Orçamentária para 2022, o deputado Hugo Leal (PSD/RJ). Os possíveis agraciados seriam parlamentares do Centrão e da base do presidente da República.

Reconhecendo que a PEC 32/2020, a chamada “reforma administrativa”, não tem os 308 votos necessários para aprovação em plenário e que o tempo acordado com empresários e mercado financeiro vai vencer mais uma vez, a equipe do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL) já teria comunicado a área econômica do governo da necessidade de negociar a liberação de emendas parlamentares não impositivas, que não têm sua execução obrigatória no Orçamento da União, para tentar atingir os votos necessários à aprovação da proposta.

Os valores estariam em R$ 20 milhões por deputado, o que, já estimado, daria a “bagatela” de R$ 6,16 bilhões do dinheiro público para tentar garantir os votos necessários à aprovação da reforma. A verba seria liberada através de recursos de emendas do relator do PLOA/2022 – Projeto de Lei Orçamentária para 2022, o deputado Hugo Leal (PSD/RJ). Os possíveis agraciados seriam deputados do Centrão e da base do presidente da República.

No entanto, em conversa com lideranças na Câmara, Arthur Lira tem ouvido que, mesmo com a liberação de verbas, é muito difícil a aprovação da PEC. Isso, porque há o risco real de não reeleição de parlamentares que votarem favoráveis ao texto, considerando a grande presença de servidores públicos em suas bases eleitorais, principalmente municipais e estaduais. Muitos lembram a campanha contra a reeleição de alguns parlamentares que votaram a favor da reforma trabalhista de Temer, como foi o caso do relator da proposta na Câmara, o agora ex-deputado Rogério Marinho, do Rio Grande do Norte, que não conseguiu se reeleger, ganhando o cargo de ministro de Bolsonaro como prêmio de consolação.

Além disso, há algumas incertezas dos dois lados, pagador e recebedor. Do lado pagador a ideia é, considerando a possibilidade de traição na hora do voto, liberar o dinheiro apenas após a confirmação da votação de cada deputado nos dois turnos necessários para concluir o processo na Câmara e enviar o projeto ao Senado. O que, obviamente, não garante a aprovação naquela Casa. Do lado dos deputados fica a pergunta: e se o deputado aceitar se expor, votar favorável ao texto e, mesmo assim, a reforma não for aprovada? Haveria a garantia do pagamento? Afinal, ninguém cochila em ninho de cobras.

Há também deputados que alegam que os R$ 20 milhões, recebidos uma única vez, não pagam o prejuízo de um mandato perdido. Outros parlamentares da base de Bolsonaro entendem que a aprovação da PEC seria prejudicial à reeleição do presidente da República.

Outra preocupação dos parlamentares é referente ao fato de o governo Bolsonaro não ter honrado compromissos assumidos anteriormente, o que poderia ocorrer mais uma vez.

O que se sabe é que, mesmo com a promessa de liberação de verbas em troca de votos, a aprovação da PEC 32/2020 na Câmara ainda não teria garantia de sucesso.

Uma coisa é certa, a pressão das entidades de servidores públicos federais, estaduais e municipais tem sido decisiva para que o número de deputados favoráveis não chegue ao necessário para sua aprovação. Estamos vendo a maior campanha do funcionalismo público há anos. Há quem afirme que nunca se viu uma unidade de ação tão grande entre servidores dos três poderes e das três esferas de governo. Soma-se a isso a crescente presença de entidades representativas de outros setores, como estudantes, trabalhadores do setor privado e do movimento comunitário, que também serão duramente atingidos pela reforma, se aprovada. Essa situação, aliada à proximidade cada vez maior das eleições de 2022, faz com que muitos parlamentares pensem duas vezes antes de se posicionarem em relação à votação da PEC 32 em plenário.

O desgaste da dupla Lira/Guedes

Tanto Arthur Lira, quanto Paulo Guedes estão muito preocupados com o caminhar da reforma administrativa. Ambos estão na iminência de não cumprirem o prometido a quem muito contribuiu para que ambos estivessem onde estão, o mercado financeiro e o grande empresariado. Por mais de uma vez, em eventos promovidos por veículos da grande imprensa ligados a esses dois setores, tanto Arthur Lira, como Paulo Guedes, além do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM/MG), garantiram a aprovação das reformas e prometeram sua aprovação, incluindo a definição de períodos para a entrega, o que repetidas vezes teve que ser refeito.

No caso de Arthur Lira, a aprovação da PEC 32/2020 virou questão de honra, o que ficou demonstrado na manobra de baixo nível operada na comissão especial que aprovou a PEC à custa, inclusive, do descumprimento do regimento da Câmara dos Deputados, o que só serviu para deixar mais exposta a fragilidade da proposta e a não garantia da aprovação em plenário e a inabilidade do presidente da Câmara em dar trato político a questões mais delicadas. Se a PEC 32 não for aprovada, o risco de perda de credibilidade de Lira para tentar a sua recondução no início da próxima legislatura é grande. Ele sabe o peso da carga que assumiu sem ter avaliado todos os fatores envolvidos.

No caso de Guedes, a prática de discurso que não se cumpre é conhecida e crescente perante a cúpula do mercado financeiro. A agenda neoliberal prometida não chegou nem perto do anunciado pelo então “posto Ipiranga”. Mesmo o texto original da PEC entregue pelo governo à Câmara foi considerado ruim pelos representantes do senhor mercado, sentimento que se agravou como o substitutivo aprovado pela comissão especial, a ponto de porta-vozes do neoliberalismo chegarem a propor a retirada dessa PEC e a construção de outra proposta a ser encaminhada na próxima legislatura. Para o ministro é fundamental a aprovação da reforma administrativa para tentar dar alguma credibilidade e fôlego a ele e sua equipe no último ano de mandato do atual presidente.

Por fim, alguns deputados contrários à PEC 32/2020 dizem que o ideal seria que a PEC fosse levada ao plenário e derrotada no voto. Mas, o risco de traições e de venda de votos faz com que outros deputados, também contrários à PEC 32/2020, defendam que seja mantida a pressão popular contra a reforma nas bases e em Brasília, levando o presidente da Câmara, Arthur Lira, a arquivar o projeto, reconhecendo a sua derrota e do governo Bolsonaro, com seu ministro da Economia. Essa seria, na minha opinião, a saída mais garantida e que daria a força e a unidade que o movimento sindical dos servidores precisa para se recuperar, junto com defesa do serviço público, dos ataques que vem sofrendo desde a volta dos neoliberais ao governo em 2016.

Mantendo a pressão e a mobilização, é grande a possibilidade de impormos essa derrota aos defensores da reforma administrativa. O momento é crucial.

É extremamente importante que seja denunciada a tentativa de, mais uma vez, comprar votos de parlamentares com dinheiro público, no caso R$ 6,16 bilhões, enquanto, no mesmo orçamento para 2022, são gigantes os cortes de verbas para a saúde, educação, assistência às famílias mais necessitadas em tempos de recordes de desempregados e de miseráveis, além da pesquisa científica, do aperfeiçoamento do ensino, das bolsa de pós-graduação, entre outras política públicas. Não podemos deixar de denunciar mais essa farra com o dinheiro público, enquanto o presidente veta a distribuição pelo SUS de absorventes para estudantes de baixa renda e pessoas em situação de rua, entre outra aberrações do atual governo.

Vladimir Nepomuceno