Pacotes fiscais federal e distrital: Ameaças aos direitos dos trabalhadores

A semana passada foi marcada pelos anúncios do governo federal e do governo do Distrito Federal, das medidas que serão adotadas para corte de gastos e aumento da receita necessários ao combate à crise financeira.

Na segunda-feira (14), o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, anunciou uma série de medidas para o corte de despesas da União. Entre elas, a que atinge mais diretamente os servidores públicos do Distrito Federal é a proposta de emenda constitucional de extinção do abono de permanência, que precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional com quórum qualificado.

No dia seguinte, terça-feira, foi a vez do governador Rodrigo Rollemberg que anunciou as medidas que serão adotadas pelo GDF para conter a crise financeira. Duas delas atingem diretamente os servidores públicos: suspensão dos reajustes das categorias e o fim do pagamento em pecúnia da licença-prêmio. O anúncio do pacote fiscal que será adotado pelo GDF não agradou as entidades representativas dos servidores públicos do DF e programa-se para o próximo dia 24 de setembro uma paralisação geral. Qual é a posição do Sindical?

Contribuição dos inativos é inversão de valores

O regime financeiro da previdência pública brasileira, tanto do Regime Geral, a cargo do INSS, quanto dos Regimes Próprios dos Servidores, a cargo dos Tesouros federal, estadual e municipal, é de repartição, fórmula que se baseia na solidariedade intergeracional, pela qual a atual geração de ativos paga as aposentadorias e pensões das gerações anteriores, assim como os futuros servidores pagarão os benefícios dos atuais, quando estes estiverem em usufruto de benefícios previdenciários.
No Regime Próprio da União, entretanto, está acontecendo o inverso. Desde que foram instituídos o abono de permanência — em valor equivalente à contribuição previdenciária — e a contribuição dos inativos, os aposentados e pensionistas passaram a custear o abono devido aos servidores que continuaram em atividade após preencherem os requisitos para requerer aposentadoria, numa verdadeira inversão de valores.
Essa, pelo menos, tem sido a alegação de setores do governo para não concordar com a extinção dessa contribuição imoral, injusta, ilegítima e perversa, que penaliza aposentados e pensionistas com esse desconto, exatamente no momento em que esses idosos mais necessitam de recursos para preservar sua qualidade de vida.
Segundo essas fontes governamentais, muitos servidores com tempo para requerer aposentadoria não o fazem para não pagar a contribuição cobrada de inativos, permanecendo em atividade e recebendo o abono até a aposentadoria compulsória, aos 70 anos de idade.
A suposição dos gestores governamentais, mesmo sabendo que a receita arrecadada com a contribuição dos inativos é insignificante para os três níveis de governo (união, estados e municípios), é de que a extinção da contribuição provocaria uma corrida por aposentadorias, já que os servidores que atualmente recebem o abono não teriam mais motivos para continuar trabalhando.
Se antes não fazia sentido essa contribuição, já que não teria nenhuma contrapartida em termos de benefícios, agora que foi adotada a Previdência Complementar para todos os servidores públicos federais desde 4 de fevereiro de 2013, é que perdeu complemente o sentido. Com essa contribuição estar-se-ia apenas punindo as gerações que ingressaram no serviço público antes da previdência complementar, na medida em que estes novos ingressantes no sistema previdenciário não pagarão contribuição na inatividade.
Pobre do governo, que pune um grupo de idosos por conta de algumas migalhas, quando concede muitas vezes mais do que isso em incentivos fiscais, monetários e creditícios a empresas que não precisam. E também pobre do servidor público que continua em atividade em troca de um abono ridículo, quando deveria usufruir de sua merecida aposentadoria e se somar aos demais aposentados e pensionistas na luta pela extinção dessa agressão aos direitos de aposentados e pensionistas do serviço público.
É igualmente lamentável que o presidente da Câmara dos Deputados, por pressão dos governos federal, estadual e municipal e/ou de familiares, já que o ministro da Previdência é seu primo e correligionário político, se recuse a cumprir seu dever de submeter a matéria a votos, ainda que pessoalmente seja contrário, para que a maioria decida como é próprio da democracia. O que não pode é ignorar o pedido de mais de 400 deputados e o apelo dessa legião de idosos para extinção dessa excrescência, que é a contribuição dos inativos.
O momento para votar e aprovar a PEC 555 é agora. Ou as entidades representativas e os servidores ampliam a pressão sobre o presidente da Câmara para pautar a matéria na atual legislatura, que termina na prática em 22 de dezembro de 2014, ou terá que começar do zero na próxima, em fevereiro de 2015, já que muitos dos 400 deputados que se comprometeram em votar pela aprovação da referida PEC podem não ser reeleitos em outubro próximo.
Antônio Augusto de Queiroz é jornalista, analista político e diretor de comunicação do Diap.

Dr. Michel sobre concurso na CLDF

Deputado Dr. Michel apoia a realização de concurso para as vagas existentes na CLDF e pede rapidez na organização do certame.

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Sobre os vídeos:

Em novembro de 2013 foi nomeada uma comissão para “estudar a viabilidade” do concurso na CLDF. Apesar da previsão na Lei de Diretrizes Orçamentárias, até o momento, não se tem conhecimento de qualquer estudo realizado pela CLDF em relação à realização do certame.

O Sindical perguntou aos deputados distritais qual o posicionamento, de cada um, a respeito da necessidade de concurso público para a Câmara Legislativa do Distrito Federal. A série de vídeos tem a finalidade de incluir os parlamentares nas discussões em torno da realização de concurso para a CLDF.

Arlete Sampaio quer concurso para a CLDF

Arlete Sampaio defende a profissionalização da Câmara Legislativa e fala do desequilíbrio entre servidores concursados e de livre provimento.

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Sobre os vídeos:

Em novembro de 2013 foi nomeada uma comissão para “estudar a viabilidade” do concurso na CLDF. Apesar da previsão na Lei de Diretrizes Orçamentárias, até o momento, não se tem conhecimento de qualquer estudo realizado pela CLDF em relação à realização do certame.

O Sindical perguntou aos deputados distritais qual o posicionamento, de cada um, a respeito da necessidade de concurso público para a Câmara Legislativa do Distrito Federal. A série de vídeos tem a finalidade de incluir os parlamentares nas discussões em torno da realização de concurso para a CLDF.

Celina Leão afirma que falta de servidores interfere no andamento de trabalhos importantes da CLDF

Deputada destaca as consequências da falta de servidores especializados no andamento de trabalhos importantes da CLDF.

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Sobre os vídeos:

Em novembro de 2013 foi nomeada uma comissão para “estudar a viabilidade” do concurso na CLDF. Apesar da previsão na Lei de Diretrizes Orçamentárias, até o momento, não se tem conhecimento de qualquer estudo realizado pela CLDF em relação à realização do certame.

O Sindical perguntou aos deputados distritais qual o posicionamento, de cada um, a respeito da necessidade de concurso público para a Câmara Legislativa do Distrito Federal. A série de vídeos tem a finalidade de incluir os parlamentares nas discussões em torno da realização de concurso para a CLDF.

Agaciel Maia defende concurso público para a CLDF

Agaciel Maia (PTC-DF) fala da necessidade de repor as vagas existentes no quadro de servidores da Câmara Legislativa. Para ele, o concurso público é uma forma de manter a profissionalização da CLDF.

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Sobre os vídeos:

Em novembro de 2013 foi nomeada uma comissão para “estudar a viabilidade” do concurso na CLDF. Apesar da previsão na Lei de Diretrizes Orçamentárias, até o momento, não se tem conhecimento de qualquer estudo realizado pela CLDF em relação à realização do certame.

O Sindical perguntou aos deputados distritais qual o posicionamento, de cada um, a respeito da necessidade de concurso público para a Câmara Legislativa do Distrito Federal. A série de vídeos tem a finalidade de incluir os parlamentares nas discussões em torno da realização de concurso para a CLDF.

Presidente da Câmara Legislativa fala sobre o concurso público

O Sindical perguntou aos deputados distritais qual o posicionamento, de cada um, a respeito da necessidade de realização de concurso público para a Câmara Legislativa do Distrito Federal.

O primeiro a falar sobre o tema foi o presidente da CLDF, Wasny de Roure.

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Amanhã é dia de mobilização

Terça-Feira dia 10/06/2015

Dia de Mobilização na Luta pelo PCCR

Manhã: A partir das 9h30, com concentração na Praça do Servidor (térreo inferior).

Tarde: A partir das 14h, com concentração na Praça do Servidor (térreo inferior).

Administrações do DF ignoram lei que reserva vagas para concursados

G1 DF – A Lei Orgânica do Distrito Federal prevê que pelo menos metade dos cargos comissionados fique com concursados. O último levantamento oficial mostra que o GDF tem mais de 18 mil cargos de confiança, sendo que 49% deles são ocupados por funcionários que não fizeram concurso.

No geral, o governo cumpre a regra. Mas, analisando órgão a órgão, não. Dos 104, apenas 24 estão dentro da lei.

O secretário de Administração, Wilmar Lacerda, afirma que o GDF cortou 22 mil cargos comissionados e está remanejando 1,3 mil servidores aproximadamente do SLU para administrações e secretarias. Elas também vão receber 2 mil gestores, que serão contratados por concurso, a ser realizado este ano.

Nenhuma das 31 administrações regionais cumpre o que determina a Lei Orgânica. A Administração do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) ocupa o primeiro lugar nessa lista. Dos 56 comissionados, apenas um é servidor. Ao todo, 98% funcionários não fizeram concurso público.

A Administração de Ceilândia tem 180 comissões sendo que 160 são ocupadas por não concursados; 88% do total.

A Justiça já determinou que a regra seja seguida órgão a órgão. O GDF recorreu ao supremo Tribunal Federal (STF) e tenta mudar a lei para considerar o total dos cargos. O projeto está para ser votado pelos distritais.

Para o Ministério Público do DF (MPDFT), manter não concursados em cargos comissionados causa dois tipos de prejuízo: custa mais caro, porque os servidores de carreira recebem 55% do total da comissão e os não concursados, 100%. Além disso, segundo os promotores, a maior parte não tem qualificação adequada.

fonte: G1