NEGOCIAÇÕES AVANÇAM COM PLANOS DE INCENTIVO À APOSENTADORIA

Em continuidade ao cronograma de negociações estabelecido no início do ano com a direção da CLDF, o Sindical esteve reunido, na sexta-feira (8/11), com o secretário-geral da Casa, Marlon Cambraia. No encontro, foi discutida a possibilidade de criação de um instrumento legislativo capaz de gerar incentivo à aposentadoria para os servidores que estão em abono de permanência de modo que garanta uma aposentadoria em melhores condições para os servidores, em especial os Auxiliares e Assistentes Legislativos e viabilizando a nomeação e posse dos novos concursados, sem que haja risco de ultrapassar os limites estabelecidos pela da Lei de Responsabilidade Fiscal. Durante a reunião, foi elaborado um esboço de texto que será finalizado pela presidência da CLDF e submetido às instancias técnicas da Casa.

Aproveitando a oportunidade, o Sindical atentou o secretário-geral sobre a necessidade de estender à CLDF o ponto facultativo determinado, pelo governador Ibaneis, aos servidores do GDF durante os dias do encontro da cúpula do BRIC’s no DF. A resposta, em primeira mão, foi a de que o ato de adesão já estava pronto.

TCDF tem média salarial mais alta entre servidores: R$ 25,4 mil

Média dos contracheques na Câmara Legislativa chega a R$ 20,8 mil. Executivo fica na lanterna do ranking de setembro, com R$ 8,6 mil

O Legislativo local é quem paga a maior média de remuneração da capital da República entre os Três Poderes do Distrito Federal. Liderando o ranking, o Tribunal de Contas do DF (TCDF) gasta R$ 25.466,81 por servidor. O valor é 140,8% maior que o da outra ponta: o Governo do Distrito Federal (GDF), mesmo com a maior folha, tem a menor média per capita, com R$ 8.658,69. O levantamento foi feito pelo (M)Dados, núcleo de análise de grande volume de informações do Metrópoles.

Os dados estão disponíveis no Portal da Transparência e levaram em conta os contracheques de setembro do GDF, Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT), TCDF e da Câmara Legislativa. No caso do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), o próprio órgão enviou as informações.

Em setembro, o TCDF pagou R$ 15.305.552,75 para 601 servidores. Por sua vez, a Câmara Legislativa desembolsou mais que o dobro: R$ 31.004.351,95, para 1.487 funcionários. Média de R$ 20.850,27, por cada.

Judiciário

Os dois órgãos legislativos são seguidos pelo TJDFT e o MPDFT. O Tribunal de Justiça tem 8.002 funcionários em sua folha de pagamento. Ao todo, foram destinados R$ 127.092.741,48 com os contracheques, uma média de R$ 15.882,62 por cabeça.

Em seguida, vem o Ministério Público. Para 1.813 servidores, o MPDFT desembolsou, em média, R$ 12.862,03, o que representou, em setembro, um total de R$ 23.318.886,06 em remunerações.

Diferentemente do Executivo e do Legislativo locais, os recursos das duas instâncias não são pagos pelo Tesouro do Distrito Federal: são provenientes do governo federal e aprovados anualmente pelo Congresso Nacional.

Voltando aos recursos locais, a maior folha é a do GDF. Aos 180.464 servidores, o Palácio do Buriti pagou, em setembro, R$ 1.562.582.353,96. Entretanto a média dos contracheques é menor que a dos demais Poderes.

Sindicalistas

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Administração Direta (Sindireta), Ibrahim Yusef, existe uma política de valorização maior no Legislativo e no Judiciário, tanto na questão salarial quanto em benefícios.

“Outro ponto é a independência de caixa, que permite a melhoria dos salários. Nesse quesito, os servidores do Executivo sempre estiveram em desvantagem, mesmo diante das responsabilidades que temos. Eles ainda têm outros benefícios, como auxílio-alimentação maior e plano de saúde completo, um sonho para todos os servidores públicos”, aponta Yusef.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas do DF (Sindical), Jeizon Allen Silverio, as remunerações praticadas nas duas Casas têm três motivos: o fato de serem funções fim; a complexidade da atividade exercida, que requer remunerações condizentes com as atribuições; e, por último, o fato de boa parte dos servidores estarem próximos ao final de carreira.

“Tanto na Câmara Legislativa quanto no TCDF, os servidores trabalham com informações de alta complexidade. Para atrair esses profissionais, é necessário uma boa remuneração. É o caso dos consultores da Câmara Legislativa e dos auditores do Tribunal de Contas”, afirma Jeizon.

Ainda segundo o sindicalista, “se você oferece baixos salários para eles, o mercado acaba os absorvendo, por que o volume de dados e informações é muito grande, sendo necessário conhecimento específico. Entretanto, se você comparar com o próprio Executivo, um consultor com as mesmas atribuições começa ganhando cerca de R$ 26 mil no GDF. Na CLDF, esse inicial é de R$ 15 mil”, justifica Jeizon.

Respostas

Em nota, o Tribunal de Contas justificou que a remuneração é compatível com a de outros órgãos e tem um “quadro de servidores reduzido e altamente qualificado”.

“Além disso, o TCDF é responsável por um trabalho complexo de fiscalização dos gastos públicos no Distrito Federal, tais como o julgamento das contas de administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos, a apreciação das Contas do governo apresentadas à Câmara Legislativa”, ressaltou.

Ainda na nota, o TCDF afirmou que “também realiza auditorias, inspeções, monitoramentos e diligências; analisa editais de licitações, denúncias e representações; além de avaliar todos os atos de admissão de servidores públicos e de concessão de aposentadorias e outros benefícios”.

O TCDF explica, ainda, que os valores levantados pela reportagem também incluem os servidores do Ministério Público de Contas (MPC-DF). Além do mais, recentemente, a Corte mandou – e a CLDF aprovou – a redução dos valores de cargos e salários pagos. O escalonamento para que o trabalhador chegue ao topo da carreira também foi ampliado.

A Câmara Legislativa disse que a “CLDF cumpre o que estabelece as carreiras legislativas. A grande maioria dos servidores efetivos tem mais de 20 anos de Casa, estando no final das tabelas de remuneração”. E completa: “Hoje, a Câmara Legislativa gasta 1,58% da Receita Corrente Líquida do DF com o pagamento de pessoal, abaixo do limite prudencial”.

O GDF, por sua vez, afirma não ser possível fazer uma comparação com as demais instâncias sem antes saber quais são os benefícios de cada uma das carreiras.

O TJDFT respondeu que não é possível comparar o Judiciário com os demais órgãos locais, visto que os recursos destinados ao pagamento de servidores são repassados pela União. O Tribunal também ressalta que o portal comparou as remunerações levando em conta os vencimentos de servidores e magistrados, que são de carreiras distintas.

O Ministério Público informou que a política remuneratória dos servidores do MPDFT está amparada na Lei n° 13.316/2016. “O orçamento do MPDFT é definido na esfera federal. Não recebemos recursos do fundo distrital. Os servidores, bem como sua política salarial, estão vinculados ao Ministério Público da União. O MPDFT não pode ser considerado um órgão local nem vinculado ao GDF”, ressaltou.

O órgão disse que “quanto à LRF, as despesas de pessoal relativas ao segundo quadrimestre de 2019 correspondem a 0,0792%. O percentual máximo permitido pela lei é 0,092%”.

Suzano Almeida e Ricardo Taffner via Metrópoles.

Servidores do GDF terão feriadão prolongado a partir desta quarta-feira

Por causa do encontro dos Brics, funcionários públicos do DF e de parte dos Três Poderes terão ponto facultativo nesta quarta-feira (13/11) e quinta-feira, véspera do Dia da Proclamação da República. Saúde, educação e transporte sofrerão alterações

 

Os servidores públicos do Distrito Federal e de parte dos Três Poderes terão feriado prolongado a partir desta quarta-feira (13/11). De acordo com decreto assinado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), 13 e 14 de novembro serão ponto facultativo para o funcionalismo, emendando com o Dia da Proclamação da República, na sexta-feira. Por isso, é importante estar atento aos serviços do governo nessas datas para não perder tempo saindo de casa. Além disso, a Esplanada dos Ministérios ficará interditada nesse período.

O chefe do Executivo local deliberou pelo feriadão, levando em consideração a XI Cúpula da Coordenação entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (Brics), a ser realizada em Brasília nas datas que antecedem o 15 de novembro. O decreto determina que unidades que prestam atendimentos essenciais à população deverão manter escalas, para garantir o fornecimento ininterrupto dos serviços.

Na quarta-feira, a maior parte do funcionalismo público atenderá até as 12h, como é o caso das consultas e dos atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), em ambulatórios hospitalares, na Farmácia do Componente Especializado e na Farmácia de Alto Custo. Quem tiver horário marcado nas unidades de saúde após o meio-dia terá os exames reagendados. Os serviços de emergência dos hospitais, das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e do Hemocentro não sofrerão alterações.

Os trabalhadores que dependem do transporte público precisarão se organizar para evitar imprevistos. Enquanto a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô/DF) funcionará normalmente no período, os horários dos ônibus serão alterados. Até as 14h de quarta-feira, os coletivos que ligam as regiões administrativas seguirão a escala normal. Depois disso e até o fim do feriadão, motoristas e cobradores farão viagens conforme a escala de sábado.

A segurança pública do Distrito Federal, que inclui o Corpo de Bombeiros Militar, a Defesa Civil e as polícias Civil e Militar, trabalhará em escala de fim de semana. Isso não afetará o atendimento 24 horas para toda a população no feriadão. Postos do Departamento de Trânsito (Detran) e do Na Hora funcionarão até as 12h desta quarta-feira (13/11). Na quinta e na sexta-feira, não haverá expediente.

Trânsito

O tráfego será fechado na Esplanada dos Ministérios por 48 horas, na quarta e na quinta-feira. A Via S1, que desce para o Congresso Nacional, será interditada na altura da Catedral. Nenhum motorista poderá acessar a N1, que sobe para a Rodoviária do Plano Piloto. A interdição começa na L4, perto do Corpo de Bombeiros, e se estende até a L2 Norte. O trânsito também será interrompido na S2, na altura da L2 Sul (rotatória atrás da Catedral) até a L4 Sul, ao lado da Procuradoria-Geral da República. Na N2, o fluxo de veículos será fechado desde o Buraco do Tatu.

As alterações no trânsito também alcançarão as proximidades do Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), no Setor de Clubes Esportivos Sul. As reuniões do Brics ocorrerão no local; por isso, as vias de acesso serão fechadas da 0h às 20h desta quarta-feira (13/11).

Colaborou Cibele Moreira

Três Poderes

Os servidores públicos da Esplanada dos Ministérios também terão ponto facultativo nesse dois dias. Assinada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, a portaria saiu publicada no Diário Oficial da União, em edição extraordinária. A norma dispensa do trabalho os servidores da administração pública federal durante o encontro do Brics. A portaria vale apenas para os órgãos localizados na Esplanada ou em vias adjacentes.

O que abre e o que fecha

Saúde

 

As Unidades Básicas de Saúde, os ambulatórios e a Farmácia do Componente Especializado funcionam até as 12h desta quarta-feira (13/11). Na quinta e na sexta-feira, os serviços não funcionam e serão reagendados. O Samu, as emergências hospitalares e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) não sofrerão alterações. O Hemocentro fechará no dia 15, sexta-feira.

 

Somente os Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) do tipo III, voltados ao atendimento de retaguarda e articulação em rede, permanecem com atendimento 24 horas por dia. As demais unidades dos tipos I e II, estarão fechados a partir das 12h de quarta-feira (13/11).

 

Segurança

 

A Defesa Civil funciona em esquema de plantão, com equipe de campo e emergências pelo 199. Usuários com vistorias marcadas para quarta-feira à tarde e quinta-feira deverão procurar os postos onde houve o agendamento, entre 18 e 20 de novembro.

 

O Corpo de Bombeiros trabalha em escala diferenciada entre esta quarta-feira (13/11) e sexta-feira. A Polícia Militar não terá expediente administrativo entre as 13h de quarta-feira e a quinta-feira. A Polícia Civil funciona em escala de plantão de fim de semana a partir desta quarta-feira (13/11). A Delegacia Eletrônica funciona normalmente (https://delegaciaeletronica.pcdf.df.gov.br).

 

Educação

 

As escolas têm autonomia para aderirem ou não ao ponto facultativo. As que aderirem aos pontos facultativos, que ocorrem na quarta-feira (13/11), a partir do meio-dia, e na quinta-feira, o dia inteiro, deverão repor as aulas. Em caso de adesão, cabe a cada escola comunicar aos estudantes, pais e responsáveis.

 

Transporte

 

O serviço do metrô não sofrerá alteração nos dias de ponto facultativo, na sexta-feira (15/11) feriado da Proclamação da República os trens irão operar das 7h às 19h. Os ônibus circulares (dentro das cidades) rodarão sem mudanças nesta quarta-feira (13/11).

 

Na quinta  (14/11), seguirão a escala de sábado e as linhas que ligam as regiões administrativas só funcionarão normalmente até as 14h na quarta, a partir desse horário, seguem também tabela de sábado. Na sexta-feira, todos os ônibus funcionarão com escala de domingo.

 

Trânsito

 

Postos do Departamento de Trânsito (Detran) e do Na Hora funcionarão até as 12h desta quarta-feira (13/11). Na quinta e na sexta-feira, não haverá expediente. Os usuários com vistoria veicular agendada para os dias do ponto facultativo deverão procurar o posto onde foi feita a marcação, no mesmo horário, entre os dias 18 e 22 de novembro, sem a necessidade de reagendamento.

 

Já a prova prática de direção, as bancas examinadoras funcionarão normalmente nos dias 13, 14 e 16 de novembro. As aulas e cursos oferecidos pela Escola Pública de Trânsito ocorrerão normalmente.

Não haverá atendimento a partir das 12h de quarta (13/11), na sede do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal e nem no posto do 3º Distrito Rodoviário, em Samambaia. O expediente voltará ao normal na segunda-feira  (18/11) a partir das 7h. Haverá fiscalização de trânsito e operação tapa-buracos em regime de plantão.

 

Bancos

As agências do Banco do Brasil funcionarão normalmente até quinta-feira, mas fecham no feriado da Proclamação da República. As agências do Banco de Brasília (BRB) e as unidades do BRB Conveniência abrirão normalmente nos dias de ponto facultativo. No feriado (15/11) e no sábado (16/11), estarão fechadas.

 

Esporte

 

Os Centros Olímpicos e Paralímpicos do Distrito Federal aderiram ao ponto facultativo e não funcionarão a partir desta quarta-feira (13/11).

 

Lazer

 

Os parques ecológicos do Distrito Federal, o Jardim Zoológico e  o Jardim Botânico funcionarão normalmente. O Museu da República, a Biblioteca Nacional e Centro Cultural 3 Poderes (Panteão, Espaço Lúcio Costa e Museu da Cidade) ficarão fechados nos dias 13 e 14 de novembro. Os outros equipamentos culturais funcionam normalmente.

 

Agências do Trabalhador

 

Fecham às 12h de quarta-feira e reabrem na segunda-feira (18/11).

Sarah Peres

Correio Braziliense

Conheça as chapas inscritas para as eleições do Sindical

Duas chapas concorrem às eleições da Diretoria do Sindical para o biênio 2020/2021. Três pessoas se candidataram ao Conselho Fiscal. O prazo para registro de candidaturas terminou na sexta-feira, dia 1º de novembro.

As eleições do Sindical acontecem no dia 10 de dezembro de 2019, das 09 às 18 horas, em duas urnas, uma no espaço entre o Banco de Brasília S/A – BRB e o Setor de Assistência Social – Saso, na Praça do Servidor, localizado no térreo inferior da Sede da Câmara Legislativa do Distrito Federal – CLDF, e outra no auditório, no térreo do edifício anexo do Tribunal de Contas do Distrito Federal – TCDF.

O edital completo das eleições pode ser consultado na sede do Sindicato, no site da entidade www.sindical.org.br e nas bibliotecas da CLDF e do TCDF. Confira abaixo a relação de candidatos à Diretoria e ao Conselho Fiscal:

CHAPA 01 – “CORAGEM, INDEPENDÊNCIA e LEALDADE”

Candidatos Efetivos: Presidente: Jeizon Allen Silverio Lopes; 1º Vice-Presidente: Átila Vinícius de Carvalho Pessoa; 2º Vice-Presidente: Maria Lindinalva Gomes de Souza Silva; Diretor Secretário: Elise Sayuri Tomoyasu Ofugi; Diretor de Administração: Paulo Henrique Adorni França; Diretor de Assuntos Jurídicos: Marlos Marques de Oliveira; Diretor de Finanças: Fernando Antônio de Aquino Pavie; Diretor de Comunicação Social: Francisco das Chagas Teófilo Silva; Diretor de Formação Sindical: Valquirio Cavalcante; Diretor de Assuntos Econômicos: Jorge Luiz da Silva Lima. Candidatos Suplentes: Victor Lúcio Figueiredo; Alison da Silva Alexandre; Luciene Santana da Silva; Cleusa Martins Pitanga; Gustavo Trindade de Oliveira; Fernando Henrique Menezes da Costa e Silva; Wallacy Lima Coutinho; Inácio Rangel Fernandes Soares; Inaldo José de Oliveira e Adovaldo Dias Medeiros Filho.

CHAPA 02 – “CLDF” Presidente: Wilson Lopes da Silva;

1º Vice-Presidente: Ricardo Augusto Lobo; 2º Vice-Presidente: Manoel Carlos Pereira; Diretor Secretário: Ives Messias Cunha; Diretor de Administração: Janaina Melo Lopes; Diretor de Assuntos Jurídicos: Pedro Borges de Lemos Filho; Diretor de Finanças: Ademir Gabriel de Andrade; Diretor de Comunicação Social: Wagner Gomes de Souza; Diretor de Formação Sindical: Darci Alves Cruz; Diretor de Assuntos Econômicos: Artur Borges Leal. Candidatos Suplentes: Benedito Cândido da Silva; Carla Simone Seixo de Brito; Carlos Lafayette Gonçalves; Célio de Almeida Jeremias; Claudiane Soares Nascimento; Francisco das Chagas Reis Gonçalves; Marcos Vieira; Miguel Alves Cardoso; Wellington Rodrigues Barboza e Wellington Soares Santana.

CANDIDATOS AO CONSELHO FISCAL:

Mário Noleto Oliveira do Carmo; Marlei Duque da Silva; Nailde Oliveria do Nascimento Silveira.

ÁUDIOS: distrital Iolando é investigado por suposto pagamento de salários a cabos eleitorais

O Ministério Público do Distrito Federal investiga áudios contendo denúncias contra o deputado distrital Iolando Almeida (PSC). O parlamentar é suspeito de pagar “salários informais” a eleitores que participaram da campanha dele em 2018.

O distrital, nomeado para chefiar a recém-criada Secretaria Extraordinária da Pessoa com Deficiência, disse à TV Globo que é alvo de chantagem: “Não tinha relação pessoal com ele (o denunciante), não. Ele é um cara que faz barulho na cidade e foi se aproximando da minha campanha, das reuniões, dos eventos, até que eu pedi para que ele se retirasse, por causa da conduta manchada que ele tinha”.

“Não houve esse tipo de acordo, não houve esse tipo de pagamento. Isso é uma inverdade.”

Já cabos eleitorais afirmaram que o deputado prometeu cargos no alto escalão do governo do DF quando fosse eleito. Segundo eles, quem não fosse nomeado no governo receberia pagamentos informais.

Um dos um supostos beneficiados pela promessa é José Carlos Lelis, conhecido como Zé do Gás. O morador de Brazlândia, no DF, trabalhou na campanha dele no ano passado.

Segundo Iolando, no entanto, Zé do Gás “saiu antes da eleição”. O deputado disse que entrou com uma ação na Justiça contra Zé do Gás.

Nos áudios em que a TV Globo teve acesso, Zé do Gás aparece em conversa com o chefe de gabinete de Iolando, Samuel Rodrigues.

Veja a transcrição dos áudios

De Zé do Gás para Samuel Rodrigues: “Você se lembra que o combinado com o Iolando era pra ter sido dia 5, no quinto dia útil, que eram os pagamentos da administração, depois, mudou, por que disse que seria melhor fazer esse pagamento pela Câmara, que seria dia 20. (…) E o compromisso que foi firmado foi nós três, eu, você e Iolando, e é isso que tem que ser feito. Isso que tem que ser cumprido”.

De Samuel para Zé do Gás: “Eu não tô entendendo não, cara. O que tá acontecendo aí? É tática pra cima de mim? Não tô entendendo, que que é, que que tá pegando?”

De Zé do Gás para Samuel: “(…) Pra cima de mim não vai funcionar, beleza? Foi combinado 5 mil (reais). Desde o primeiro mês, falou que ia inicialmente estar repassando 4 (mil reais), agora Marcelo deixou só 2 (mil reais) lá no depósito e eu tô ligando para ele e ele não atende”.

De Samuel para Zé do Gás: “Pode esquecer, Zé Carlos. Esse assunto aí, nunca que ele vai falar por telefone, nunca, nunca, nunca. Pode esquecer, pode esquecer, tem que encontrar com ele pessoalmente”.

De Zé do Gás para Samuel: “Eu entendo que ele não deve falar por celular, não deve ligar. Por isso que eu mandei mensagem, entendeu? (…) Quando o Iolando me convidou para ir pro grupo dele, foi combinado que ele mim daria um cargo de primeiro escalão, como eu vi que ele tava nessa dificuldade, de cargos, eu propus pra ele essa situação. (…) Eu encontrei com ele lá na padaria, na rodoviária, depois voltamos a falar por duas vezes, na administração da Brazlândia, e por fim a gente se acertou aí. (…) Então, não foi eu que pedi, não. Eu apresentei uma proposta pra ele e ele aceitou. Entendeu? É uma dívida que ele tem comigo desde quando eu assumi o compromisso de ficar no grupo dele”.

De Samuel para Zé do Gás: “Ô, Zé Carlos, as coisas não é assim do jeito, da forma que você pensa e tal. A gente tem que adaptar as situações. (…) Você pediu o valor, você pediu o valor. Mas não que ele te ofereceu esse valor. Que isso fique bem claro, entendeu? (…) Agora, quanto ao telefone aí, ele não atender, bicho, agora tá loucura total a vida dele. E, nesse momento que você deve tá tentando falar com ele, ele tá numa audiência pública lá na Vila Planalto. Com certeza ele não vai te atender”.

Das eleições à secretaria

Em outubro de 2018, Iolando foi eleito com 13 mil votos, tornando-se o único distrital com deficiência física eleito para a CLDF. Nesta quarta-feira (11), ele foi nomeado chefe da Secretaria da Pessoa com Deficiência.

Até então, as políticas voltadas ao setor estavam subordinadas à Secretaria de Justiça.

Com a ida de Iolando para o Palácio do Buriti, o lugar seria assumido, em tese, pelo primeiro suplente, Daniel de Castro (PSC), atual administrador de Vicente Pires. No entanto, Daniel deve continuar na função, abrindo espaço na Câmara Legislativa para Pedro Paulo de Oliveira (PSC), que recebeu 10.048 votos nas eleições de 2018.

Gabriel Luiz

G1-DF

Justiça arquiva processo contra dirigentes do Sindical

Quando um trabalhador se torna dirigente sindical, assume, durante o mandato, o dever de defender os interesses de sua base. A luta, no Poder Legislativo do Distrito Federal, além de se referir a questões salarias, plano de carreira, melhorias de condições de trabalho e demais pautas comuns a outras entidades de servidores do DF, tem mais uma prioridade: a batalha política pela sobrevivência da categoria.
Em uma Casa em que servidores sofrem as consequências da terceirização e que esperou 13 anos pela realização de concurso público para provimento de cargos vagos, vemos dia a dia a tentativa de desmonte da carreira legislativa; o descaso com a profissionalização dos serviços prestados à sociedade e o aparelhamento político da estrutura tecnico-administrativa da CLDF.
É por esses interesses que a defesa do concurso público extrapola os limites corporativos. Felizmente, e contra a vontade de poderosos, a CLDF começou a nomear os aprovados.
Em razão disso, houve consequências que vão muito além dos naturais desgastes da vida sindical. Nossa entidade viu-se diante de uma sombra autoritária: dirigentes do Sindical foram acusados por um parlamentar, investigados, perseguidos. Covardemente expostos, tiveram suas vidas reviradas.
Até a soberana Assembleia Geral da categoria foi devassada.
No dia 8 de agosto, tomamos conhecimento da decisão, já esperada pelo Sindical. O Juiz titular da 11ª Zona Eleitoral, Luis Martius Holanda Bezerra Júnior encerrou o caso:
“DECIDO. Encerrada a apuração, não teria encontrado o ilustrado órgão que titulariza a ação penal elementos suficientes para a deflagração da persecução penal, promovendo, por conseguinte, o arquivamento do presente Inquérito Policial.
… a despeito das diligências realizadas, não se teria evidenciado a prática de infração penal eleitoral, passível de ser imputada aos investigados, impera reconhecer a ausência de estofo para o oferecimento da denúncia, a ensejar, na forma da promoção ministerial o ARQUIVAMENTO do presente inquérito policial”. Não cabe recurso.
Para conhecimento da categoria e para melhor entendimento do caso, VEJA AQUI a integra da sentença proferida no dia 17 de julho de 2019.