Operação investiga denúncias de ‘rachadinha’ na Câmara Legislativa do DF

Força-tarefa cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em endereços no DF. Polícia Civil não confirma participação de deputados no esquema.

 

A Polícia Civil cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, na manhã desta segunda-feira(2), durante a segunda fase da Operação Escalada, que investiga denúncias de “rachadinha” em, pelo menos, três gabinetes de deputados na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Ninguém foi preso.

Segundo as investigações, uma “associação criminosa” liderada pelo ex-chefe de gabinete da ex-deputada Telma Rufino (Pros) Deivid Lopes Ferreira, negociava com funcionários da Casa a devolução de partes do salário dos servidores.

Os mandados foram cumpridos em endereços de Brasília e do Gama ligados ao ex-servidor investigado. Durante a ação, policiais apreenderam documentos, cartões, computadores e celulares.

Segundo o delegado, até o momento, nenhum deputado foi apontado como envolvido no esquema.

Em nota, a ex-deputada Telma Rufino – agora, administradora regional de Arniqueira – afirmou que não vai ser manifestar sobre o caso, “tendo em vista que o ex-servidor não figurava entre suas indicações no período em que ocupou a titularidade do mandato, entre os meses de janeiro e novembro de 2019”.

Já a CLDF afirmou que não houve cumprimento de mandados na Casa nesta segunda-feira (2). A reportagem não localizou a defesa de Deivid Ferreira.

Operação Escalada

A primeira fase da operação Escalada ocorreu em 20 de setembro deste ano, após denúncias de servidores. Na época, Deivid chegou a ser preso por cerca de cinco dias, mas foi solto em seguida.

O funcionário foi exonerado do gabinete de Telma Rufino em novembro. Ele é apontado pelos investigadores como suspeito de comandar o esquema e deve responder por tráfico de influência e falsidade ideológica.

Outros três servidores foram indiciados por suposta participação na prática de “rachadinha”. Se comprovada a autoria, eles devem responder por peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Três funcionários são tratados como vítimas.

Via G1 DF