Geração Fake

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Depois que o mundo virou uma Aldeia Global, na visão de Marshall McLuhan o choque de gerações passou a ser uma realidade. Eu, que nasci nos anos 60, sei muito bem o que essa década, apesar de muito conturbada, trouxe de mudanças para o mundo. Foi nos anos Sessenta, que os chamados adolescentes passaram a ter vez e voz…

Os americanos deram o nome de “Baby boom”, algo como “Explosão de bebês”, ao surto de natalidade ocorrido logo após a Segunda Guerra Mundial. E passaram a chamar de “Baby boomers” os nascidos entre os anos de 1940 e 1960, principalmente os filhos das nações mais atingidas pela guerra: EUA, França, Inglaterra e Alemanha. Esse carimbo, digamos assim, fez com que, daí para frente, se desse nomes às gerações seguintes. Como uma geração tem algo em torno de vinte anos, as três que vieram após 1960 foram denominadas de X, Y e Z. A divisão ficou assim: seriam geração X os nascidos entre 1960 e 1984. Essas pessoas teriam como principais características, uma forte influência por parte da televisão e a auto autossuficiência em relação ao trabalho; em seguida, vem a geração Y, os que nasceram entre 1985 e 1996. Sendo esses, chamados também de “Millenials”, por terem nascido próximo à virada do milênio Seriam eles, jovens bem realistas e bastante interessados na autonomia do trabalho; em seguida, e por último, vem a geração Z, os nascidos a partir de 1997. Essa geração veio junto com a Internet, sendo sua característica principal, grande senso de responsabilidade ambiental e social. Bom, isso é o que diz a “Wikipedia”.

As três pragas que assolam a humanidade nesse momento em particular o Brasil, são: o coronavírus, a corrupção e o individualismo, nessa ordem. Sendo que o individualismo é o mais perverso e letal de todos. Digo que esse individualismo é fruto das gerações denominadas Y e Z, que vivem “confinados numa casca de noz”, como quer Hamlet: que nada dizem, nada falam, nada doam, nada compartilham, que não têm uma gota sequer de preocupação com a natureza, a pátria e as pessoas que o cercam, principalmente nesse momento de dor. Esses jovens omissos apenas consomem e, sua preocupação maior é seu Smartfone É no celular que está a solução para todos os seus desejos e sonhos. Os problemas da comunidade que o cercam não lhe dizem respeito. Eles praguejam em inglês “F…off”

Depois que o mundo virou uma Aldeia Global, na visão de Marshall McLuhan o choque de gerações passou a ser uma realidade. Eu, que nasci nos anos 60, sei muito bem o que essa década, apesar de muito conturbada, trouxe de mudanças para o mundo. Foi nos anos Sessenta, que os chamados adolescentes passaram a ter vez e voz. Mas, infelizmente, as gerações Y e Z não entenderam isso, viraram monstrinhos egoístas, viciados em Games – isso por conta dos jogos de monstros (Pókemon e outros). Essa turma, que tem, no máximo 36 anos, é quase que completamente voltada para o sucesso imediato e sua relação orgíaca com as maquininhas diabólicas. Já está cientificamente provado que o fato de um jovem passar uma média de sete horas vidrado numa tela de celular ou de notebook provoca atrofia mental. Saiu recentemente um livro do neurocientista francês Michel Desmurget intitulado A Fábrica de cretinos digitais, onde ele prova que essa geração digital tem QI (Quociente de Inteligência), inferior aos dos pais e avós. E a causa é o vício digital.

Shakespeare diz, em Hamlet, que: “A juventude se rebela contra si mesma, quando ninguém se aproxima para hostilizá-la”. Infelizmente, a rebeldia da geração Y e Z é de natureza cosmética, fetichista: a profanação do corpo com pregos, piercings, Botox, tatuagens e ainda “bombados” por anabolizantes e silicone. Assim o Brasil está enfrentando um desmonte institucional sem precedentes, já que o egoísmo, o silêncio e a inação desses robozinhos fortalecem as elites corruptas engravatadas e togadas que estão destruindo o país.

A questão é: como arrancar essa turma das telas, já que as telas estão arrancando-os do mundo real? Com a palavra a família: os pais, os únicos com autoridade para alterar esse destino perverso que os algoritmos reservaram para os seus filhos.

 

Theófilo Silva

Coluna Quinto Ato – Jornal de Brasília